Decisões do BC e do Fed contra inflação

Banco Central do Brasil
Banco Central do Brasil (Imagem: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

Nas recentes decisões do Banco Central do Brasil (BC) e do Federal Reserve dos Estados Unidos (Fed), fica evidente que ambas instituições acertaram ao lidar com a maior ameaça inflacionária em décadas. A conquista, porém, não foi óbvia, uma vez que ocorreu em meio a um ambiente de incerteza econômica e reações inéditas.

No cenário brasileiro, o diagnóstico da necessidade de conter a inflação era mais claro. O histórico inflacionário do país proporcionou ao Banco Central do Brasil as ferramentas e o conhecimento necessários para enfrentar os aumentos de preços. Além disso, a economia brasileira estava acostumada a lidar com taxas de juros elevadas.

Mesmo enfrentando pressões políticas, Roberto Campos Neto, presidente do BC brasileiro, manteve uma abordagem cautelosa, adaptando-se às mudanças na conjuntura do país e reconhecendo os erros em previsões de crescimento. Apoiando a agenda de Fernando Haddad, ele não desviou da trajetória na política monetária.

Características 

Uma característica  das decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) foi a falta de surpresas. As economias continuam a crescer, embora em ritmo mais lento, caminhando para um “soft landing” econômico. O emprego está em alta, sem pressões salariais, desafiando a tradicional relação negativa entre desemprego e inflação, conforme a Curva de Phillips.

O comunicado mais recente do Copom não trouxe destaques significativos. Portanto, indicando que o Brasil segue em um terreno estável e previsível. A trajetória é conduzida por Campos Neto, que, apesar das incertezas, lidera a política monetária brasileira com confiança.

Nos Estados Unidos, Jerome Powell também enfrentou desafios e pressões, principalmente devido a erros no diagnóstico do Fed sobre a intensidade da inflação. Ao ajustar a estratégia para combater a alta dos preços, Powell alertou para as dores e perdas econômicas como o único caminho para atingir a meta de inflação de cerca de 2%.

Assim como no Brasil, nos Estados Unidos, a relação tradicional entre desemprego e inflação se desfez, permitindo crescimento, pleno emprego e queda na inflação, mesmo com as taxas de juros em níveis não vistos em mais de duas décadas.

A recente decisão do Fed serviu para trazer o mercado de volta à realidade, afastando a euforia dos meses anteriores. Ao contrário das expectativas, os juros nos EUA não devem começar a cair em março, já que Powell busca mais segurança na vitória sobre a inflação.

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