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Empregos e salários em 2024: o que esperar do mercado brasileiro

empregos e salários
(Foto: Arquivo/Agência Brasil).

No Brasil, o ano de 2024 apresenta um cenário complexo para o mercado de trabalho, marcado pela estabilidade na taxa de desemprego. Este panorama reflete uma série de desafios e mudanças estruturais que impactam diretamente a geração de empregos e a evolução dos salários dos trabalhadores. Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e análises de especialistas sugerem uma fase de desaceleração, influenciada por fatores como mudanças demográficas e a dinâmica econômica do país.

Analistas destacam que a menor produção de vagas e a estagnação dos salários são consequências de uma combinação de fatores estruturais, incluindo mudanças demográficas e a desaceleração econômica do país. Este cenário é ainda impactado pela política monetária do Banco Central do Brasil, cujos efeitos sobre o mercado de trabalho tendem a ser percebidos de maneira retardada.

Em 2023, o Brasil viu uma desaceleração na criação de empregos formais, com o Ministério do Trabalho reportando a geração de 1,48 milhão de postos de trabalho com carteira assinada, representando uma queda de 26,3% em relação ao ano anterior.

O rendimento médio dos trabalhadores também mostrou sinais de desaceleração, especialmente no segundo semestre de 2023. Daniel Duque, pesquisador da área de economia aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), reitera que a desaceleração está alinhada às expectativas, refletindo o cenário macroeconômico brasileiro. Ele destaca, no entanto, que o mercado de trabalho ainda apresenta um nível consistente de geração de empregos, embora em ritmo mais lento.

A taxa de participação, que mede a proporção de pessoas em idade de trabalhar ativamente buscando emprego, aumentou levemente em 2023 para 62,4%, ainda abaixo dos níveis pré-pandemia. A política de valorização do salário mínimo tem sido uma tentativa de responder a esse cenário, com um ajuste para 2024 que eleva o mínimo para R$ 1.412, visando garantir ganhos reais aos trabalhadores.

Apesar desses esforços, a tendência é de que os salários continuem a crescer a um ritmo moderado, especialmente devido à entrada de trabalhadores menos qualificados no mercado, muitos dos quais por meio da informalidade. O IBGE registrou um número recorde de pessoas ocupadas em 2023, alcançando 100,7 milhões, com um aumento significativo tanto de empregados sem carteira assinada quanto de empregados com carteira.

O desempenho dos setores econômicos variou, com o setor de Serviços liderando a criação de empregos formais em 2023, seguido pelo Comércio. No entanto, todos os setores apresentaram redução nos saldos de emprego em comparação com o ano anterior, refletindo a desaceleração geral do mercado de trabalho.

A retração nas contratações líquidas formais, a expansão de vínculos não permanentes e a destruição líquida de postos formais de trabalho em dezembro de 2023 ilustram a complexidade do cenário atual. Com a economia brasileira enfrentando múltiplos desafios, as perspectivas para o mercado de trabalho em 2024 sugerem uma continuidade da tendência de desaceleração, com implicações significativas para a geração de empregos e a evolução dos salários no país.

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