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Equipe de Trump busca estratégia contra ‘desdolarização’ global

Trump busca frear desdolarização no comércio global. (Foto: Gage Skidmore/Wikimedia Commons)
Trump busca frear desdolarização no comércio global. (Foto: Gage Skidmore/Wikimedia Commons)

Nos Estados Unidos, a equipe econômica do ex-presidente Donald Trump discute estratégias para dissuadir países de usar moedas alternativas ao dólar em transações internacionais. Estas discussões visam implementar penalidades, incluindo tarifas e controles de exportação, para nações que optem por comércio bilateral em outras moedas.

Medidas contra a desdolarização

Conforme reportado pela Bloomberg, os conselheiros econômicos de Trump estão considerando multas e outras sanções contra países que reduzam sua dependência do dólar, caso Trump reassuma a presidência. Este movimento segue a crescente retórica contra o domínio do dólar após os EUA liderarem sanções econômicas contra a Rússia em 2022, que resultaram em restrições significativas ao acesso russo ao dólar.

Desdolarização no comércio global: Brics e a busca por alternativas

O grupo Brics (associação intergovernamental formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que recentemente incluiu novos membros como Egito e Arábia Saudita, tem promovido a desdolarização, favorecendo transações em moedas nacionais. Em resposta, Trump expressou descontentamento com a redução do uso do dólar. “Odeio quando os países deixam de usar o dólar“, afirmou Trump em uma entrevista à CNBC em março.

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Novas estratégias e tecnologias em resposta às possíveis sanções

Em uma movimentação, o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) dos Brics planeja implementar um sistema de pagamento baseado em blockchain e tecnologias digitais para operações financeiras independentes do dólar. Essa decisão é uma resposta direta às tentativas dos EUA de manter a supremacia do dólar nas transações internacionais.

Desde sua fundação em 2015, o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) tinha como meta ampliar a influência dos Brics nos cenários financeiro e monetário globais. Durante a reunião do grupo em Joanesburgo no ano anterior, uma declaração conjunta dos líderes foi emitida, comprometendo-se a expandir os acordos comerciais em moedas nacionais e a fortalecer as infraestruturas bancárias dos países membros, a fim de assegurar a segurança das transações internacionais e implicando, assim, na desdolarização no comércio global.

“O trabalho continuará para desenvolver o Arranjo de Reservas Contingentes, principalmente em relação ao uso de moedas diferentes do dólar americano”, disse o assessor do Kremlin Yury Ushakov à agência de notícias russa Tass.

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