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Ministro critica iFood e alerta “não adianta mandar recado”

(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Na sexta-feira, 1º de março, o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu um marco legal importante ao decidir que o vínculo empregatício de profissionais de aplicativos terá uma “repercussão geral”, preparando o cenário para mudanças significativas na regulação do trabalho por aplicativo no Brasil.

Críticas ao Modelo Atual

Avançando para segunda-feira, 4 de março, o Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, expressou críticas diretas ao iFood e ao Mercado Livre durante um evento no Palácio do Planalto. Marinho destacou a resistência dessas empresas a um modelo de negócio mais justo e acusou-as de promover práticas exploratórias.

“Não adianta o iFood mandar recado. ‘Nós queremos conversar’. Nós conversamos o ano inteiro, mas o fato é que o iFood e as demais, Mercado Livre, enfim… que diziam que o padrão dessa negociação não cabe no seu modelo de negócio”, disse o ministro Luiz Marinho.

Propostas de Mudança

Em detalhe, o projeto de lei apresentado busca estabelecer um novo marco para o trabalho via aplicativos no Brasil, introduzindo conceitos como a “remuneração mínima” e a criação de uma categoria profissional dedicada aos “trabalhadores autônomos por plataforma“. Este movimento legislativo visa assegurar direitos fundamentais e uma remuneração digna, com valores sugeridos de R$ 32,09 por hora trabalhada, considerando tanto a compensação pelo trabalho quanto o ressarcimento dos custos operacionais.

Resposta às Empresas

O ministro Marinho enfatizou que, apesar dos apelos por diálogo por parte do iFood, o projeto avançará sem concessões que comprometam os direitos dos trabalhadores. A posição firme do governo sinaliza uma mudança significativa nas relações de trabalho digitais, buscando equilibrar as necessidades de flexibilidade dos trabalhadores com proteções trabalhistas adequadas.

Impacto e Expectativas Futuras

Com essas medidas, espera-se não apenas melhorar as condições de trabalho para milhares de brasileiros que dependem de aplicativos para sua renda, mas também estabelecer um precedente para a regulamentação do trabalho digital em nível global. O Brasil se posiciona, assim, na vanguarda do debate sobre a economia gig e os direitos dos trabalhadores digitais.

O julgamento de repercussão geral pelo STF e a apresentação do projeto de lei pelo Ministro Marinho marcam um momento decisivo na regulação do trabalho por aplicativo no Brasil, prometendo transformações significativas para trabalhadores e empresas do setor.

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