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Por que o Copom pode reduzir Selic para 10,75% nesta semana

(Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil).

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) tem reunião agendada para esta semana, com expectativas do mercado apontando para uma nova redução na taxa Selic, de 11,25% para 10,75% ao ano, na quarta-feira (20). Este possível corte de 0,5 ponto percentual marca o quinto consecutivo, destacando um esforço contínuo para ajustar a política monetária frente às condições econômicas atuais.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) também se reúne na mesma data, com projeções indicando a manutenção da faixa de juros entre 5,25% e 5,5% ao ano. O cenário reflete um consenso no mercado financeiro, que igualmente se atenta aos comunicados pós-reuniões para possíveis sinalizações futuras.

A possibilidade de o Copom manter a projeção de cortes subsequentes na Selic é motivo de especulação, dada a postura adotada em encontros anteriores. A continuidade dessa tendência de redução depende da interpretação dos indicadores econômicos atuais e futuros, particularmente em relação à inflação e ao crescimento econômico.

Um corte para 10,75% representaria o menor nível da Selic em quase dois anos, refletindo uma trajetória de diminuição iniciada em agosto de 2023, quando a taxa atingiu 13,75%. Essa política visa conter pressões inflacionárias, com o mercado antecipando uma possível continuação dessa tendência, com a Selic fechando o ano em 9%.

A decisão iminente do Copom ganha atenção especial do mercado, principalmente por ocorrer em um contexto de debate sobre o nível apropriado de restrição monetária. Uma pesquisa realizada com 135 instituições financeiras e consultorias revelou unanimidade na expectativa de redução da Selic para 10,75%.

Esse contexto se insere em um quadro macroeconômico complexo, com surpresas na atividade econômica e inflação acima do esperado. O ajuste das projeções para a Selic reflete a dinâmica e as incertezas presentes, com instituições ajustando suas expectativas baseadas em novas informações econômicas.

A decisão do Copom e as sinalizações futuras, especialmente em relação ao ritmo de ajustes na Selic, são fundamentais para o mercado. A expectativa é de que o comunicado ofereça pistas sobre os próximos passos, com o “forward guidance” sendo um ponto de atenção.

As reuniões do Copom e do Fed ocorrem em um momento de incertezas econômicas globais, com o mercado financeiro avaliando cada sinal e decisão em busca de direcionamentos para as políticas monetárias. A expectativa pela comunicação do Copom reflete a busca por clareza nas intenções do BC, em um cenário que combina desafios econômicos internos e externos.

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