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PwC: empresa fiscal é alvo de investigações ao redor do mundo

PwC enfrenta investigações ao redor do mundo. (Foto: Reprodução/PwC)
PwC enfrenta investigações ao redor do mundo. (Foto: Reprodução/PwC)

A PwC, uma das quatro grandes firmas de auditoria globais, está enfrentando uma série de investigações regulatórias em diversos países, destacando-se os casos envolvendo a gigante imobiliária Evergrande na China e a varejista Americanas no Brasil. Essas investigações ressaltam desafios para a firma no âmbito da governança corporativa e transparência.

Crise da Evergrande na China

No epicentro das controvérsias está a investigação da Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC) sobre a atuação da PwC no colapso bilionário da Evergrande. A incorporadora, que foi fundamental na crise imobiliária do país em 2021, viu sua liquidação decretada por um tribunal de Hong Kong no início deste ano, após falhar em honrar mais de US$ 300 bilhões em dívidas.

Recentemente, a Evergrande foi multada em US$ 580 milhões pela CSRC, acusada de inflar suas receitas em cerca de US$ 78 bilhões entre 2019 e 2020. A PwC está agora sob investigação por seu papel como auditora da Evergrande, com a CSRC examinando as práticas da firma que possibilitaram tais distorções contábeis.

Investigações além da China

A repercussão dos problemas da PwC não se limita à China. No Brasil, a empresa está no centro de processos administrativos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) relacionados à fraude contábil da Americanas, revelada em janeiro de 2023. A firma era responsável pela auditoria dos balanços da varejista desde 2019.

Internacionalmente, a PwC também enfrenta desafios regulatórios significativos. Na Austrália, foi acusada de compartilhar indevidamente planos fiscais governamentais com clientes, enquanto no Reino Unido, recebeu uma multa de 7,5 milhões de libras esterlinas por falhas na auditoria do Babcock International Group.

O cenário mais amplo das “Big Four”

A situação da PwC reflete um desafio mais amplo enfrentado pelas “big four” de auditoria, que incluem Deloitte, EY e KPMG, em meio a escrutínios regulatórios crescentes sobre sua integridade e eficácia. Em 2023, a Deloitte, por exemplo, foi multada em 212 milhões de yuans e teve operações suspensas temporariamente na China por deficiências de auditoria na estatal China Huarong Asset Management.

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