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Conclusão de Angra 3 será marcada por desafios e custos, afirma governo

Desafios e custos para conclusão de usina Angra 3. (Foto: Divulgação/PAC)
Desafios e custos para conclusão de usina Angra 3. (Foto: Divulgação/PAC)

O governo Lula abriu consulta pública para a conclusão da usina nuclear de Angra 3, localizada em Angra dos Reis, Rio de Janeiro. Este projeto, que começou há quatro décadas, é marcado por paralisações e denúncias de corrupção, mas agora busca retomar as obras, com a previsão de ativação em 2028.

Investimento necessário e progresso das obras

O Ministério de Minas e Energia estima que serão necessários cerca de R$ 20 bilhões para finalizar Angra 3, sendo que R$ 8 bilhões já foram investidos. Atualmente, 65% das construções estão completas. As atividades foram retomadas em 2022 após uma pausa em 2015 devido a revisões de financiamento. Uma licitação está programada para o primeiro semestre de 2024 para selecionar a empresa que concluirá as obras e montagens eletromecânicas.

Conclusão de Angra 3: estratégias para integração na matriz energética

Desde janeiro deste ano, o governo federal tem enfatizado a importância da energia nuclear na transição energética do Brasil, integrando-a à matriz energética nacional. Angra 3, inclusa no Novo PAC, é vista como essencial nesse processo, com um estudo de viabilidade técnica e ambiental já previsto.

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Gerenciamento e futuro da usina

A Eletronuclear, uma subsidiária da ENBPar criada após a capitalização da Eletrobras em 2022, é responsável pela operação de Angra 3. Esta nova unidade deverá gerar mais de 12 milhões de megawatts-hora por ano, suficiente para atender cerca de 4,5 milhões de pessoas, com uma potência de 1.405 megawatts.

Desafios e custos

Além dos altos custos de construção, a usina tem um custo anual de manutenção de R$ 1,2 bilhão. O presidente da Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN), Celso Cunha, destacou que a falta de manutenção pode levar à perda de garantias dos equipamentos já instalados.

Impactos financeiros e regulatórios

O Tribunal de Contas da União (TCU) recentemente avaliou os processos tarifários de Angra 3, indicando preocupações com o respeito ao princípio da modicidade tarifária. A continuação da construção pode impor custos elevados aos consumidores, estimados em R$ 43 bilhões a mais do que outras opções energéticas, em valor presente líquido.

Visão global e futuro da energia nuclear

A importância da energia nuclear foi reafirmada nas últimas Cúpulas do Clima da ONU, com Angra 3 sendo um projeto vital para a transição energética do Brasil. Apesar dos desafios, a conclusão de Angra 3 é vista como fundamental para a segurança energética e a modernização das capacidades nucleares do país.

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