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Indústrias gaúchas paralisam com chuvas no RS

Paralisação das indústrias no RS. (Foto: Diego Vara/Agência Brasil)
Paralisação das indústrias no RS. (Foto: Diego Vara/Agência Brasil)

O desastre natural no Rio Grande do Sul causou a paralisação de várias indústrias-chave, levando a uma interrupção tanto na produção industrial quanto no agronegócio. Empresas de diferentes setores enfrentam desafios operacionais devido às inundações severas que afetam a região.

Na última sexta-feira (3), o grupo Panvel, por exemplo, que inclui as farmácias Panvel e a distribuidora Dimed, suspendeu as atividades em seu centro de distribuição situado em Eldorado do Sul (RS). A empresa destacou em um comunicado em seu site que estão “fazendo o melhor para o trabalho aconteça, mas os impactos têm sido fortes, limitando a capacidade de produção e distribuição”.

Resposta das grandes indústrias

Gerdau e Braskem, duas das maiores produtoras no setor siderúrgico e petroquímico, respectivamente, suspenderam operações em diversas unidades. A Gerdau, através de sua nota oficial, anunciou a paralisação das atividades nas unidades de Charqueadas e Riograndense. “Tomamos esta decisão para garantir a segurança dos nossos colaboradores e suas famílias neste momento difícil para o povo gaúcho”, explicou Gustavo Werneck da Cunha, CEO da Gerdau.

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A Gerdau mantém suas duas usinas paralisadas, as quais empregam mais de dois mil funcionários. A empresa informou que esta situação “não afeta as entregas aos clientes” e que considerará a possibilidade de retomar as operações até o final desta semana.

Por outro lado, a Braskem enfrenta desafios similares, com paralisações no Polo Petroquímico de Triunfo. “A medida é preventiva e visa proteger nossos integrantes e instalações, dadas as limitações de acesso ao local”, disse a empresa em comunicado.

Paralisação das indústrias no RS: desafios logísticos

Enquanto algumas empresas como a WEG mantêm suas operações, outras como a Marcopolo tiveram que adaptar rapidamente suas estratégias operacionais. A Marcopolo retomou suas operações nesta segunda-feira, mas com ajustes. Nesse sentido, as áreas administrativas e de suporte trabalham remotamente. “Apesar dos desafios logísticos, conseguimos manter nosso estoque e continuar a produção. Estamos trabalhando remotamente onde necessário para garantir a segurança de todos”, comentou James Bellini, CEO da Marcopolo.

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Impacto no agronegócio

O agronegócio, crucial para a economia do estado, sofreu interrupções devastadoras. A BRF, uma das maiores empresas do setor, teve que suspender temporariamente suas operações em algumas unidades. “Estamos fazendo o possível para minimizar o impacto nas nossas operações e ajudar nossos colaboradores e as comunidades locais”, afirmou a empresa em comunicado.

Enquanto isso, empresas e instituições se mobilizam para apoiar a recuperação do estado. “Estamos concentrados em reestruturar nossa força de trabalho e em ajudar na reconstrução da região”, informou a Braskem.

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