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Eternit enfrenta queda acentuada no lucro do 1T24

Queda de lucro da Eternit. (Foto: Divulgação/Eternit)
Queda de lucro da Eternit. (Foto: Divulgação/Eternit)

A Eternit, fabricante de material de construção, enfrentou um primeiro trimestre desafiador em 2024, com uma queda dramática de 98,9% no lucro líquido, registrando apenas R$ 241 mil, comparado ao mesmo período do ano anterior. Este declínio reflete as dificuldades contínuas no setor de construção e os desafios macroeconômicos enfrentados pela empresa.

Performance operacional

No período de janeiro a março, a Eternit teve uma receita líquida de R$ 266,6 milhões, marcando uma redução de 10% em relação ao ano anterior. A margem bruta também sofreu uma redução significativa, caindo 7 pontos percentuais para 21%. O EBITDA alcançou R$ 16,7 milhões, uma queda de 59% comparado ao ano passado, com a margem EBITDA recuando 8 pontos percentuais para 6%.

Queda de lucro da Eternit: endividamento e perspectivas financeiras

A dívida líquida da Eternit aumentou substancialmente, registrando R$ 114,3 milhões, um aumento de 243% em relação ao início de 2023. Esse aumento no endividamento destaca os desafios financeiros que a empresa continua enfrentando.

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Desempenho de vendas por categoria de produto

No que se refere às vendas, a categoria de sistemas construtivos foi a única que viu crescimento, com um aumento de 27% para 5,2 mil toneladas. Em contrapartida, as vendas de telhas de fibrocimento e concreto caíram 11% e 14%, respectivamente. A exportação de crisotila, conhecido como amianto, diminuiu 17%, para 38,6 mil toneladas.

Perspectiva de recuperação judicial

Apesar dos resultados financeiros desfavoráveis, a Eternit se mantém otimista quanto à sua recuperação judicial, iniciada em 2018. A empresa expressa confiança na saída do processo nos próximos meses, o que poderia aliviar algumas pressões operacionais e financeiras.

Acompanhando o balanço, a Eternit apontou que o faturamento do setor de materiais de construção caiu 1,6% em março em relação a fevereiro, segundo o índice da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). A empresa cita as dificuldades de retomada do varejo influenciadas por fatores macroeconômicos como custo de crédito e endividamento das famílias.

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