Pesquisar
Close this search box.
conteúdo patrocinado

Passagem aérea e gás lideram inflação no Brasil desde 1994

Passagem aérea e gás lideram inflação no Brasil desde 1994
(Foto: Oleksandr P/Pexels).

A passagem aérea e o gás de botijão são os itens com os maiores índices de inflação acumulada desde a implantação do Plano Real, em 1994. De acordo com o levantamento do economista Bruno Imaizumi, da LCA Consultores, os preços desses itens aumentaram 2.728% e 2.370%, respectivamente, até dezembro de 2023.

A análise, que acompanha 20 bens e serviços ao longo dos quase 30 anos de vigência do real, utiliza os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Outros itens que se destacam na lista de aumentos são o aluguel residencial (1.439%), o salário de empregado doméstico (1.242%) e a taxa de água e esgoto (1.209%).

 

conteúdo patrocinado

O ônibus urbano registrou uma inflação acumulada de 1.183%, seguido pelo lanche (1.099%), energia elétrica residencial (1.007%), pão francês (996%) e gasolina (932%).

Bruno Imaizumi explica que, isoladamente, esses aumentos podem parecer excessivos, mas que o poder de compra da população brasileira cresceu significativamente nesse período. O salário mínimo, por exemplo, teve uma alta acumulada de 2.359% entre julho de 1994 e dezembro de 2023. Em 2024, o valor passou de R$ 1.320 para R$ 1.412.

Apenas a passagem aérea e o gás de botijão tiveram uma inflação maior do que o crescimento do salário mínimo. O IPCA acumulou um aumento de 690,09% no mesmo período.

“Com o controle da hiperinflação após o Plano Real, houve um ganho significativo no poder de compra. O salário mínimo cresceu mais do que a inflação de quase todos os produtos e serviços na lista,” diz Imaizumi. Ele ressalta que o aumento nos preços deve ser visto junto ao crescimento dos salários.

Para a passagem aérea, Imaizumi atribui os aumentos ao encarecimento do combustível para aviões e à baixa concorrência no setor aéreo. “No caso do gás de botijão, ele é um derivado do petróleo e também foi afetado por subsídios e pelo aumento dos custos de insumos no ponto de venda.”

O automóvel usado foi o item com a menor inflação acumulada no levantamento, registrando 45% de aumento desde 1994. “Houve um aumento significativo na oferta de automóveis novos no Brasil nos últimos 30 anos,” afirma Imaizumi, que também menciona a depreciação natural dos carros usados como fator que desacelerou a inflação nesse setor.

Motocicletas (132%), automóveis novos (133%) e emplacamento e licença (199%) são outros itens que tiveram variações de preços mais moderadas.

O IPCA, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é o índice oficial de inflação do Brasil. Desde janeiro de 2020, a lista inclui 377 produtos e serviços. Essas variações refletem mudanças no padrão de consumo dos brasileiros, com itens novos sendo adicionados à cesta e outros sendo removidos.

A última atualização em 2020 incorporou subitens como transporte por aplicativo e serviços de streaming, enquanto itens como CDs, DVDs e máquinas fotográficas foram excluídos. A cesta já havia passado por mudanças em 1999, 2006 e 2012.

Imaizumi destaca que a compreensão das variações ao longo dos anos é fundamental para entender os padrões de consumo e a evolução dos preços no Brasil pós-URV.

conteúdo patrocinado

MAIS LIDAS

conteúdo patrocinado
conteúdo patrocinado
conteúdo patrocinado
conteúdo patrocinado
conteúdo patrocinado
conteúdo patrocinado
conteúdo patrocinado
conteúdo patrocinado
conteúdo patrocinado
conteúdo patrocinado
conteúdo patrocinado
conteúdo patrocinado
conteúdo patrocinado
conteúdo patrocinado
conteúdo patrocinado
conteúdo patrocinado
conteúdo patrocinado