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Toneladas de lixo geram custo bilionário ao Brasil: soluções à vista?

Brasil enfrenta problema crescente de resíduos sólidos

Gestão de resíduos no Brasil. (Foto: Evan Demicoli/Unsplash)
Gestão de resíduos no Brasil. (Foto: Evan Demicoli/Unsplash)

O Brasil gera aproximadamente 80 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos (RSU) anualmente. Este volume equivale a 2.000 estádios do Maracanã. Globalmente, a quantidade de resíduos aumenta a cada ano e pode crescer 80% até 2050, alcançando 3,8 bilhões de toneladas.

Além disso, em 2020, os custos diretos da gestão de resíduos sólidos urbanos no Brasil chegaram a R$ 30,5 bilhões. Recursos públicos municipais cobrem a maior parte desse custo. Ademais, dados oficiais indicam que o Brasil recicla apenas 4% dos resíduos coletados, incluindo restos de alimentos, papelão, vidro, plástico, metais, roupas e eletrônicos.

Impacto ambiental e econômico

Além disso, o descarte inadequado de resíduos no Brasil é um problema crítico. Cerca de 380 quilos de resíduos por pessoa são descartados anualmente em lixões a céu aberto. Isso resulta, portanto, em contaminação do solo e da água, afetando a saúde humana e o meio ambiente. Em 2020, o impacto das falhas na gestão de resíduos foi de R$ 97 bilhões, segundo um estudo da consultoria S2F Partners.

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Gestão de resíduos: custos e percepção do serviço

A gestão de resíduos sólidos envolve coleta, transporte, triagem, aterramento e reciclagem. Esses processos são caros e muitas vezes não são percebidos pela população. Assim, a S2F Partners, destaca que a percepção equivocada de que o serviço é gratuito contribui para a má gestão e o acúmulo de dívidas municipais. Em 2020, as prefeituras deviam R$ 18 bilhões às empresas de coleta e manejo de resíduos.

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Startups e soluções sustentáveis

Todavia, no Brasil, startups inovadoras estão liderando a transformação na gestão de resíduos sólidos. Conheça algumas delas:

Boomera: transformando resíduos em produtos

A Boomera, fundada em 2012, trabalha com mais de 150 cooperativas de catadores no Brasil. A startup transforma resíduos em nova matéria-prima, gerando renda para as cooperativas. Com isso, em 2020, foram destinados a lixões e aterros R$ 120 bilhões em materiais recicláveis.

Coletando Soluções: ecopontos Itinerantes

Fundada em 2008 por Saulo Ricci, a Coletando Soluções incentiva a reciclagem em comunidades periféricas. A empresa troca resíduos por dinheiro, facilitando o descarte correto. Além disso, os ecopontos móveis permitem maior captação de materiais recicláveis.

Green Mining: logística reversa inteligente

Nesse contexto, a Green Mining desenvolveu um sistema de rastreabilidade para embalagens pós-consumo. Usando veículos não motorizados, a startup coleta resíduos e os envia para reciclagem. Já coletaram, portanto, mais de 4,1 toneladas de material, evitando quase 700 mil quilos de CO2.

Polen: compensação ambiental e blockchain

A Polen utiliza tecnologia blockchain para rastrear e certificar o volume de resíduos reciclados. Fundada para desenvolver programas de compensação ambiental, a startup garante transparência e remuneração justa aos catadores.

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