Real e peso argentino disputam o pior desempenho de 2024

O peso argentino e o real lideram a lista das moedas latino-americanas mais desvalorizadas em 2024, enfrentando desafios econômicos intensos.
Bandeira da Argentina amassada.
(Imagem: Designed by Freepik)

2024 está sendo marcado por uma disputa entre o peso argentino e o real, que figuram entre as moedas de pior desempenho na América Latina. Até o final de novembro, o peso argentino se destacou como a moeda mais desvalorizada da região, com uma perda de valor de 19,49% ao longo do ano. Por outro lado, o real brasileiro segue de perto, ocupando a segunda posição, com uma desvalorização de 16,78%.

A disputa entre as moeda

A dinâmica de desvalorização das duas moedas reflete, sem dúvida, os desafios econômicos enfrentados por ambos os países. Em uma recente avaliação, o real apresentou um rali negativo, especialmente após o dólar atingir R$ 5,90, depois de um anúncio do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre a isenção de Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil.

Enquanto o peso argentino se desvaloriza dentro de uma política monetária que permite uma queda de até 2% ao mês, o real não. Essa diferença pode explicar por que a moeda brasileira tem registrado quedas mais acentuadas em momentos de instabilidade política e geopolítica, como foi o caso em junho, quando o real chegou a ultrapassar o peso argentino em desvalorização.

As perspectivas para o real e o peso argentino

O futuro das duas moedas parece incerto, mas o cenário não é tão pessimista quanto a desvalorização pode sugerir. Apesar dos desafios econômicos, o Banco Central da Argentina segue monitorando a situação do peso e permite certa flexibilização na sua política cambial. Já o real continua vulnerável às flutuações do mercado global e aos riscos internos, com a expectativa de que, em função de novas instabilidades, possa até ultrapassar o peso argentino em desvalorização.

Foto de Vitoria Costa Pinto

Vitoria Costa Pinto

Vitória Costa Pinto, estudante de Comunicação Social na UFBA, iniciou sua carreira em 2019 como redatora. Atuou como social media, gestora de projetos e planejadora de conteúdo, consolidando-se como jornalista em 2024. Apaixonada por política, economia e negócios, acredita no poder transformador da comunicação.

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