A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou, na segunda-feira (22), em Brasília, o documento Construindo o Brasil 2050: A indústria na agenda dos presidenciáveis. A publicação reúne propostas para impulsionar o desenvolvimento econômico brasileiro nas próximas décadas.
O evento foi realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. A programação foi conduzida pelo presidente da CNI, Ricardo Alban, e contou com a participação do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e vice-presidente executivo da CNI, Ricardo Cavalcante, além de presidentes de federações, diretores da CNI, representantes da FIEC e dirigentes de sindicatos industriais.
Presidenciáveis debatem propostas para o desenvolvimento no documento Construindo o Brasil 2050
O encontro promoveu um diálogo entre representantes da indústria e os pré-candidatos à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo).
Durante o evento, os participantes apresentaram suas visões sobre temas considerados estratégicos para o futuro do país.
O documento entregue aos presidenciáveis reúne recomendações nas áreas de:
- Macroeconomia
- Política industrial
- Inovação
- Comércio exterior
- Educação
- Infraestrutura
- Energia
- Tributação
- Sustentabilidade
A iniciativa busca contribuir para uma agenda de longo prazo voltada ao aumento da competitividade da economia brasileira e ao crescimento sustentável.
Energia elétrica ganha destaque no debate
Durante o encontro, Ricardo Cavalcante levou ao debate o tema da energia elétrica, apontado como um dos principais fatores para a competitividade da indústria brasileira.
Ao dirigir a mesma pergunta aos pré-candidatos Ronaldo Caiado e Romeu Zema, Ricardo Cavalcante destacou que o sistema elétrico brasileiro já esteve entre os mais eficientes do mundo. Segundo ele, os grandes reservatórios hidrelétricos garantiam segurança energética e custos competitivos.
O presidente da FIEC afirmou que esse cenário mudou ao longo dos anos, levando o país a conviver com tarifas de energia entre as mais elevadas do mundo.
Diante desse contexto, ele questionou os pré-candidatos sobre a avaliação do atual modelo de governança do setor elétrico e as medidas previstas para ampliar a eficiência da gestão, fortalecer a segurança energética e reduzir os custos da eletricidade para famílias e empresas.
Agenda é tradição da CNI desde 1994
O encontro faz parte de uma tradição mantida pela Confederação Nacional da Indústria desde 1994.
A cada ciclo de eleições gerais, a entidade apresenta aos candidatos à Presidência da República e à sociedade uma agenda de propostas voltadas ao aprimoramento do ambiente econômico e ao fortalecimento da competitividade nacional.
Comitiva cearense participa do encontro
A delegação da FIEC contou com a participação dos ex-presidentes Fernando Cirino Gurgel e Beto Studart; do primeiro vice-presidente Carlos Prado; do vice-presidente André Montenegro; do diretor administrativo Chico Esteves; do diretor financeiro Edgar Gadelha; do diretor financeiro adjunto Carlos Rubens Araújo Alencar; do diretor de Inovação e presidente do Sindroupas, Paulo Rabelo; do diretor da FIEC José Antunes Fonseca da Mota; do ex-presidente do Centro Industrial do Ceará (CIC),
André de Freitas Siqueira; da presidente do Sindcafé, Milene Alves Pereira; da presidente do Sindbebidas, Camila Fragoso Aguiar; do presidente do Sincope, Dinalvo Carlos Diniz; do presidente do Sindsorvete, Edgard Segantini Júnior; do presidente do Sindialimentos, Isaac Matos Bley; do presidente do Sindverde, Mark Augusto Lara Pereira; da presidente do Sindcouro, Márcia Oliveira Pinheiro; do presidente do Sinduscon, Patriolino Dias de Sousa; do presidente do Sindquímica, Beto Chaves; do presidente do Sindsal, José Agostinho Carneiro de Alcântara; do presidente do Sindtêxtil, Leandro Pereira de Araújo; e do presidente do Sindicalf, André Luís Pinto, também estiveram presentes no Construindo o Brasil 2050 .





