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Pesquisa clínica Hapvida avança e fortalece atração da indústria farmacêutica no Brasil

A pesquisa clínica da Hapvida entra em nova fase com tecnologia, nova estrutura e foco em farmacêuticas globais. Entenda o que muda para o setor.
A pesquisa clínica da Hapvida ganha uma estrutura maior em São Paulo para atrair estudos patrocinados pela indústria farmacêutica.
Base de quase 16 milhões de beneficiários ajuda a pesquisa clínica da Hapvida a acelerar o recrutamento de participantes para novos estudos. (Foto: divulgação Hapvida)

A pesquisa clínica entra em uma nova etapa com a inauguração de um centro especializado da Hapvida, em São Paulo, voltado à captação de estudos patrocinados pela indústria farmacêutica. A iniciativa busca atrair mais projetos financiados por laboratórios em um mercado onde velocidade de recrutamento e acesso a pacientes podem definir a escolha dos parceiros.

Mais do que abrir uma nova unidade, a companhia busca acelerar o recrutamento de participantes e ganhar capacidade para executar estudos clínicos. Dessa forma, passa a disputar projetos que exigem escala operacional e rapidez na seleção de candidatos.

Nos últimos anos, a pesquisa clínica no Brasil passou a atrair maior interesse de farmacêuticas globais em busca de diversidade populacional, velocidade de recrutamento e acompanhamento dos participantes. Nesse ambiente, empresas com acesso a grandes bases de pacientes passaram a disputar espaço com hospitais de referência e centros acadêmicos.

Para a indústria farmacêutica, encontrar participantes elegíveis é uma das etapas que mais influenciam o cronograma dos estudos. Por isso, ao investir em estrutura e tecnologia, a Hapvida tenta ocupar um espaço que tradicionalmente concentra parte relevante das pesquisas clínicas conduzidas no país.

Pesquisa clínica da Hapvida ganha estrutura para disputar mais estudos

O novo Centro de Pesquisa Clínica ocupa uma área de 444 metros quadrados, dimensão oito vezes superior à unidade anterior. A iniciativa recebeu investimentos entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão em infraestrutura, segundo a companhia.

A operação reúne 25 profissionais especializados e foi projetada para receber um número maior de estudos patrocinados pela indústria farmacêutica. O objetivo é elevar o volume de pesquisas conduzidas pela empresa e disputar contratos em um mercado cada vez mais procurado por laboratórios interessados em desenvolver novos tratamentos.

Além disso, mais de mil pacientes já foram selecionados para estudos em andamento. A taxa de retenção alcança 95,8%, indicador acompanhado de perto por patrocinadores que dependem da permanência dos participantes até a conclusão das pesquisas.

Base de 16 milhões de beneficiários vira ativo para atrair farmacêuticas

Um dos principais diferenciais do centro de pesquisa clínica Hapvida está fora do novo prédio. A empresa atende quase 16 milhões de beneficiários, o que eleva o potencial de localizar perfis compatíveis com diferentes protocolos clínicos.

Ao mesmo tempo, o recrutamento de participantes continua sendo um dos maiores desafios para laboratórios e centros de pesquisa. Quanto mais tempo essa etapa demora, maiores tendem a ser os custos e os riscos de atraso nos estudos.

Nesse contexto, o acesso a uma ampla base de pacientes pode reduzir o tempo necessário para encontrar candidatos aptos a participar dos testes. Para patrocinadores, encurtar essa etapa significa reduzir atrasos e trazer mais previsibilidade à execução dos estudos.

Esse diferencial é complementado por uma rede formada por 88 parceiros, segundo a companhia. A estrutura permite conduzir estudos em uma escala maior e ampliar a cobertura das pesquisas. Além disso, fortalece o acompanhamento dos participantes ao longo de cada projeto.

IA reduz em 80% o tempo para encontrar pacientes elegíveis para pesquisa clínica no Brasil

Paralelamente, outro pilar da estratégia está na tecnologia. O centro de pesquisa clínica Hapvida utiliza uma plataforma própria de inteligência artificial para localizar participantes com perfil adequado para cada pesquisa.

Segundo a companhia, a ferramenta reduziu em 80% o tempo necessário para identificar pacientes elegíveis. Em uma atividade na qual o recrutamento pode definir o ritmo de um estudo, ganhos de velocidade se transformam em vantagem operacional.

Além de acelerar a seleção, o sistema cruza informações clínicas e identifica candidatos compatíveis com os critérios definidos pelos patrocinadores para a realização de pesquisa clínica no Brasil. O processo substitui parte das análises manuais e reduz o tempo gasto em uma etapa considerada crítica para o andamento dos estudos.

Como consequência, a tecnologia também contribui para trazer mais previsibilidade aos projetos, fator valorizado por farmacêuticas que precisam cumprir cronogramas de desenvolvimento e aprovação de novos tratamentos.

Estratégia avança para captar estudos do Brasil e do exterior

A meta da companhia é incluir 1.400 pacientes em novos estudos ao longo de 2026. O plano acompanha uma estratégia de crescimento voltada para ganhar participação no mercado de pesquisa clínica.

Por outro lado, a atuação da operação não se limita ao mercado brasileiro. A companhia também capta estudos patrocinados por empresas dos Estados Unidos, da Europa e da Ásia, abrindo espaço para participação em projetos internacionais e contato com novas tecnologias em desenvolvimento.

Esse movimento acompanha uma demanda crescente por parceiros capazes de recrutar participantes em escala e cumprir prazos de execução cada vez mais rigorosos.

Com uma rede de parceiros, acesso a milhões de beneficiários e ferramentas de inteligência artificial, a empresa busca reduzir um dos principais gargalos da pesquisa clínica: o recrutamento de participantes. A combinação desses fatores coloca a companhia em uma posição mais competitiva na disputa por estudos patrocinados, área que vem atraindo investimentos crescentes de laboratórios no Brasil e no exterior.

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