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Sky compra operação da ITV para enfrentar Netflix, Disney+ e Amazon no Reino Unido

Negócio une canais da maior emissora comercial do Reino Unido à operação da Sky e amplia a presença do grupo em TV aberta, publicidade e streaming.
Fachada da sede da Sky, empresa controlada pela Comcast que anunciou a compra do braço de mídia e entretenimento da ITV no Reino Unido.
Sky compra o braço de mídia da ITV por até £ 1,6 bilhão e amplia sua presença no mercado britânico. (Foto: Reprodução)

A Sky, um dos maiores grupos de mídia e telecomunicações da Europa, acertou a compra do braço de mídia e entretenimento da ITV por até £ 1,6 bilhão. A operação incorpora os canais de televisão aberta da emissora britânica e a plataforma de streaming ITVX.

A divisão de produção ITV Studios ficou fora do acordo e continuará operando de forma independente. Segundo as empresas, a combinação dos ativos fortalece a posição da Sky em televisão, publicidade e distribuição de conteúdo.

Quem são Sky e ITV

A Sky, empresa que anunciou a compra da ITV, é controlada pela americana Comcast desde 2018. O grupo atua com televisão por assinatura, banda larga, telefonia móvel e streaming em mercados como Reino Unido, Irlanda, Alemanha, Itália, Áustria e Suíça.

Fundada em 1990, a Sky nasceu da fusão entre a Sky Television e a British Satellite Broadcasting. Ao longo de mais de três décadas, expandiu sua presença na Europa até ser adquirida pela Comcast por cerca de £ 31 bilhões, tornando-se um dos principais ativos internacionais da companhia.

A ITV, alvo da compra da Sky, é a maior emissora comercial do Reino Unido. Além dos canais de TV aberta, opera o ITVX, plataforma de streaming lançada em 2022 que reúne transmissões ao vivo, vídeos sob demanda e um modelo de negócios baseado em publicidade e assinaturas.

O que muda com a aquisição

A compra amplia a presença da Sky em um mercado onde a televisão aberta ainda concentra grande audiência e relevância para anunciantes. Ao incorporar a ITV, a empresa passa a reunir TV aberta, televisão por assinatura, streaming e publicidade em uma única estrutura.

A ITV Studios, responsável pela produção e distribuição internacional de programas, continuará separada da operação. A Sky, porém, manterá uma parceria de longo prazo para aquisição de conteúdos produzidos pela empresa, preservando o fornecimento de formatos e produções para diferentes emissoras e plataformas.

Segundo o presidente da ITV, Andrew Cosslett, a operação cria um grupo britânico com escala para competir de forma mais eficiente com plataformas globais de streaming, como Netflix e Disney+. A Sky espera concluir a compra da ITV entre 12 e 18 meses, após a aprovação dos órgãos reguladores. Reforçando, portanto, a estratégia da Comcast de ampliar sua presença no mercado europeu de mídia.

Setor acelera consolidação

A aquisição ocorre em um momento de reorganização da indústria de mídia. Depois de anos priorizando o crescimento das plataformas de streaming, empresas tradicionais passaram a buscar operações que combinem distribuição, publicidade, tecnologia e produção de conteúdo.

Movimentos semelhantes ocorreram recentemente com a fusão entre Paramount e Skydance e com a reestruturação anunciada pela Warner Bros. Discovery, que decidiu separar seus negócios de streaming e estúdios das operações de canais de televisão.

No caso da Sky, a expectativa é gerar cerca de £ 200 milhões por ano em sinergias, principalmente com a integração das operações e das plataformas tecnológicas. A conclusão do negócio ainda depende da aprovação dos órgãos reguladores do Reino Unido.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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