Os dois gols contra o Brasil na vitória norueguesa nas oitavas de final colocaram Erling Haaland entre os protagonistas da Copa do Mundo. Fora dos gramados, porém, o atacante de 25 anos chama a atenção por uma estratégia de negócios “inusitada” para um astro do futebol, que envolve investimento em um esporte menos físico e mais mental: o xadrez
Nesse ínterim, o movimento mais recente foi a criação da Chess Mates, empresa fundada por Haaland em parceria com o investidor norueguês Morten Borge. A companhia tornou-se uma das principais acionistas da Norway Chess, organizadora do Total Chess World Championship Tour. Trata-se de um circuito internacional que pretende transformar o xadrez em um produto esportivo de alcance global.
O negócio vai além do xadrez
A aposta do Chess Mates não está restrita à realização de torneios. O projeto pretende criar um circuito permanente inspirado em grandes ligas esportivas internacionais, com etapas em diferentes cidades, premiação anual mínima de US$ 2,7 milhões. E, além de tudo, o reconhecimento da Federação Internacional de Xadrez (FIDE) por pelo menos 16 anos.
Segundo o CEO da Norway Chess, Kjell Madland, a entrada de Erling Haaland como investidor ajudou a atrair novos aportes privados para acelerar a expansão do projeto. A empresa levantou aproximadamente US$ 10 milhões em uma rodada de investimentos e passou a ser avaliada em cerca de US$ 25 milhões. Reforçando, assim, a estratégia de transformar o circuito em um ativo esportivo com receitas de patrocínio, mídia e licenciamento.
Para a organização, o principal diferencial do atacante não é apenas o capital investido, mas sua capacidade de ampliar a visibilidade comercial do projeto. Com mais de 50 milhões de seguidores nas redes sociais e uma das marcas mais valiosas do futebol europeu, Erling Haaland passou a funcionar também como um ativo de marketing para a expansão internacional do negócio.
A marca Erling Haaland gera receita em diferentes frentes
O investimento no mercado do xadrez, no entanto, integra apenas uma das estratégias patrimoniais que já vinham sendo construídas pelo jogador norueguês.
Além do contrato de longa duração com o Manchester City, Erling Haaland mantém acordos comerciais com empresas como Nike, Breitling, Electronic Arts, Visa e Dolce & Gabbana. Contratos que, segundo estimativas do mercado, geram cerca de US$ 20 milhões em publicidade por ano ao atleta.
Essa receita recorrente também se soma aos investimentos imobiliários de longo prazo. Reportagens da imprensa internacional apontam que o atacante mantém imóveis de alto padrão na Espanha, Inglaterra e Noruega, com valores estimados na casa dos US$ 30 milhões.
De atleta patrocinado a sócio de empresas
A entrada na Norway Chess marca uma mudança relevante no perfil de investimentos de Erling Haaland. Em vez de apenas licenciar sua imagem para marcas, o atacante passou a participar diretamente de empresas que buscam crescer e gerar valor ao longo do tempo.
Essa estratégia aproxima Erling Haaland de um grupo cada vez maior de atletas que usam a própria notoriedade para construir patrimônio por meio de participações societárias. Reduzindo, assim, a dependência exclusiva dos salários e dos contratos publicitários mesmo durante o auge da carreira esportiva.





