Impacto da quarentena nas vendas de álcool

As lojas especializadas em bebidas alcoólicas do Reino Unido testemunharam um aumento nas vendas durante a quarentena de março. Surpreendentemente, elas registraram um incremento de quase 30% em comparação com períodos anteriores, o maior crescimento mensal desde 1988. Essa elevação ocorreu apesar das severas medidas restritivas de isolamento social.

Segundo os dados oficiais, revelados recentemente, essa tendência já era perceptível entre os britânicos. O consumo de bebidas alcoólicas se manteve elevado, mesmo com as visitas a bares impossibilitadas. Além disso, este crescimento está vinculado ao ‘consumo de conforto’, uma resposta direta às restrições impostas para conter o coronavírus.

Adaptação às Mudanças de Rotina

Além disso, as alterações nas rotinas diárias, incluindo a adaptação ao trabalho remoto ou a ausência dele, têm sido fatores impulsionadores desse aumento. No início da quarentena, as lojas de víveres também experimentaram um significativo aumento de mais de 10% nas vendas, com os consumidores estocando produtos por temer uma possível escassez.

Preocupações com a Saúde Mental no Brasil

Por outro lado, no contexto brasileiro, o aumento do consumo de álcool durante o isolamento social tem sido motivo de grande preocupação. Conforme alertado por Renata Brasil Araújo, presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), a ingestão de álcool pode inicialmente causar euforia, mas atenua a atividade do lobo pré-frontal. Este efeito pode levar a um estado de maior sedação, além de aumentar a impulsividade, o que é preocupante em um cenário de confinamento.

Implicações a Longo Prazo do Aumento do Consumo

Renata ressalta que o acréscimo no consumo de álcool ocorre em um período onde o acesso a tratamentos para dependência é limitado. Há um temor de que o comportamento de consumo elevado durante a quarentena possa persistir e potencialmente evoluir para uma dependência a longo prazo, mesmo após o término do isolamento. Essa situação destaca as implicações de longo alcance do aumento das vendas de álcool para a saúde mental e física durante e após a pandemia.

Análise do Fenômeno

Os dados oficiais, divulgados na última sexta-feira, confirmam uma tendência já observada pela população britânica. Apesar da impossibilidade de frequentar bares, o consumo de bebidas alcoólicas não diminuiu. Esse crescimento está associado ao ‘consumo de conforto’, uma reação às limitações de liberdade individual impostas pela pandemia.

As mudanças nas rotinas diárias, como a adaptação ao trabalho remoto ou a falta de emprego, contribuíram para esse aumento. No início da quarentena, as lojas de víveres também registraram um crescimento superior a 10% em suas vendas, com consumidores estocando produtos essenciais.

Brasileiro e Implicações para a Saúde

No Brasil, a situação é vista com preocupação por especialistas como Renata Brasil Araújo, da Abead. Ela adverte que, embora o álcool possa inicialmente causar euforia, ele reduz a atividade do lobo pré-frontal, o que pode aumentar a impulsividade e levar a um risco maior de violência doméstica e feminicídio durante o isolamento.

Renata também destaca que o acesso a tratamentos para dependência está limitado durante a quarentena. Há preocupação de que o aumento do consumo de álcool possa se transformar em dependência a longo prazo após o fim do isolamento. Estes insights realçam as implicações do aumento das vendas de álcool para a saúde mental e física durante e após a pandemia.

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