Preço de veículos sofreu interferência direta da pandemia

O aumento de preço não se limita apenas aos mercado dos veículos novos. Os estoques de seminovos e usados em concessionárias e lojas independentes também estão baixos e isso é outro fator a pressionar para cima os respectivos preços.
O aumento de preço não se limita apenas aos mercado dos veículos novos. Os estoques de seminovos e usados em concessionárias e lojas independentes também estão baixos e isso é outro fator a pressionar para cima os respectivos preços.

Desde o início da pandemia, os consumidores brasileiros estão tendo que lidar com aumento considerável no preço de diversos produtos, e no setor de veículos, a situação não é diferente. Os reajustes sucessivos chegaram a tal ponto que hoje um carro compacto zero-quilômetro pode chegar a custar mais de R$ 100 mil.

Além do alto preço, existe a ainda a possibilidade de indisponibilidade do veículo, já que muitos modelos tiveram ou ainda têm a produção paralisada por conta da falta de componentes, em especial, semicondutores. 

Com a produção concentrada na Ásia, a escassez dos semicondutores acaba sendo mundial. A escassez encareceu o produto, que por sua vez, encareceu outros insumos e serviços essenciais para a produção de automóveis ficaram mais caros ao longo dos últimos dois anos – e elevaram o preço de automóveis ao consumidor. 

Conforme apresentação da Anfavea para a imprensa realizada em março, de janeiro de 2020 a janeiro deste ano o valor do aço no Brasil teve elevação de 61%; resinas e elastômeros saltaram 68% de dezembro de 2019 a dezembro de 2020; o frete aéreo, por sua vez, teve alta de 105% entre janeiro do ano passado e o primeiro mês deste ano; e o frete marítimo apresentou acréscimo de 339% no mesmo período.

O aumento de preço não se limita apenas aos mercado dos veículos novos. Os estoques de seminovos e usados em concessionárias e lojas independentes também estão baixos e isso é outro fator a pressionar para cima os respectivos preços.

O “giro” dos veículos de segunda mão, que é o tempo entre a compra e a sua respectiva revenda, era superior a dois meses há cerca de um ano. Hoje, caiu para aproximadamente 30 dias. Por conta disso, concessionárias e lojistas independentes elevaram os preços para compensar a expressiva queda no volume de veículos comercializados.

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