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Bancos elevam em 10,4% projeção de alta da carteira de crédito para 2022

(Imagem: Lorenzo Cafaro/Pixabay)

Nova revisão foi liderada pela carteira com recursos livres, cuja projeção passou de alta de 11,8%, em maio, para 13,1% em junho; houve melhora tanto na carteira Pessoa Física, como na de Pessoa Jurídica

Diante do desempenho mais forte que o esperado do mercado de crédito e a melhoria da atividade econômica, a projeção de crescimento da carteira total para este ano ficou em 10,4%, como revela a última edição da Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas da Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN).

A melhora na estimativa das projeções da carteira de crédito para 2022 ocorre pela quarta vez neste ano – em maio, o levantamento captou alta esperada de 9,7%. O resultado, no entanto, ficou abaixo da projeção do Banco Central, de avanço de 11,9%, divulgada no último Relatório de Inflação, de junho, o que sugere que as projeções para o segmento seguem com viés de alta.

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A Pesquisa FEBRABAN é feita a cada 45 dias, logo após a divulgação da Ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O atual levantamento reuniu as percepções de 21 bancos, entre 22 e 28 de junho, sobre a última Ata e sobre as projeções para o desempenho das carteiras de crédito para o ano corrente e o próximo.

“Avaliamos que a melhora das expectativas para o ano em curso tem sido impulsionada pelo bom desempenho da carteira desde o início do ano, pela continuidade do processo de normalização da atividade econômica, além da aceleração da inflação, que resulta na elevação nominal dos tíquetes médios das novas concessões, em especial nas linhas mais ligadas ao consumo”, destaca Rubens Sardenberg, diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da FEBRABAN.

Revisão

A mudança nos dados foi liderada pela carteira com recursos livres, cuja projeção passou de alta de 11,8%, em maio, para 13,1%, se mantendo como o segmento de maior dinamismo. Houve melhora da perspectiva tanto na carteira Pessoa Física, de 12,3% para 13,5%; quanto na de Pessoa Jurídica, de 11,8% para 12,4%. Já a projeção da carteira com recursos direcionados foi revisada para baixo, de 7,6% para 7,1%. O resultado foi puxado pela revisão baixista da carteira Pessoa Jurídica, de alta de 2,5% para 1,9%, ainda que contrabalanceada pela revisão positiva da carteira Pessoa Física, cuja expectativa avançou de 9,6% para 10,8%.

Para 2023, a média das projeções para a expansão da carteira total também avançou (de alta de 6,3% para 7,0%). A revisão positiva foi generalizada, com alta tanto na carteira com recursos livres (de 7,7% para 8,7%) quanto na carteira direcionada (de 4,7% para 4,9%).

Inadimplência

A pesquisa também registrou piora na expectativa para a taxa de inadimplência da carteira livre deste ano, que saiu de 3,8% na pesquisa de maio, para os atuais 4,0%. No entanto, este resultado não revela ainda um cenário de preocupação entre os entrevistados. A perspectiva não é de grande deterioração, com a taxa mantendo-se próxima ao patamar pré-pandemia (3,8% em fevereiro de 2020). Para o ano que vem, a expectativa ficou estável em 4,1%.

Selic

De acordo com a pesquisa, a grande maioria dos participantes (81%) entendeu como adequada a sinalização do Copom de um novo ajuste da Selic na reunião de agosto.

A mediana das projeções prevê aumento de 0,50 ponto percentual da taxa Selic na reunião de agosto, para 13,75% ao ano, quando se encerraria o atual ciclo de alta e a taxa ficaria estável neste patamar nas próximas reuniões.

Devido à indicação do Colegiado de que os juros permanecerão altos por um período prolongado, a maioria (61,9%) dos participantes espera que o início da flexibilização monetária ocorra apenas no 2º trimestre de 2023. Já os demais (38,1%) esperam que a Selic comece a cair ainda mais tarde, apenas a partir do 3º trimestre do ano que vem.

Câmbio

Segundo a pesquisa, para o câmbio, a expectativa é de que permaneça na faixa de R$/US$ 5,15 a 5,20 até o início do próximo ano.

Economia americana

Em relação à economia dos EUA, por enquanto, os participantes não apostam em um cenário de contração intensa. Para a maioria (66,7%), a economia deve desacelerar (soft lending), sendo possível que haja uma recessão técnica (2 trimestres de queda), mas sem grandes sobressaltos.

Confira pesquisa FEBRABAN na íntegra neste link.

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