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Gucci: a jornada de uma lenda da moda italiana

Resiliência e Renovação: As Estratégias da Gucci para um Futuro de Sucesso (Foto: RITESH SINGH/Pexels)

Assim como muitos colossos da indústria, a trajetória da Gucci, sinônimo de luxo e inovação na moda global, tem origens humildes, marcadas pelo trabalho artesanal de uma família dedicada em Florença, Itália. A emblemática casa de moda italiana, fundada em 1921 por Guccio Gucci (1881-1953), rapidamente ascendeu ao estrelato, estabelecendo-se como uma referência no segmento de luxo com uma vasta gama de produtos, que vão desde bolsas e vestuário até cosméticos e itens para o lar.

Na década de 1950, a expansão internacional da marca já era um tópico de discussão fervorosa. No entanto, a morte do patriarca Guccio em 1953 lançou uma sombra de incerteza sobre o futuro da grife. A responsabilidade recaiu então sobre os ombros de seus filhos, Aldo e Rodolfo, que souberam honrar e perpetuar o legado construído por seu pai. A inauguração da primeira boutique Gucci em Nova Iorque marcou o início de uma nova era, consolidando sua posição como uma das marcas favoritas entre as celebridades da época.

Sob a batuta de Aldo Gucci, a marca alcançou um reconhecimento global sem precedentes. Esta jornada de crescimento teve um marco significativo em 1999, quando a Gucci foi incorporada pelo gigante francês Pinault Printemps Redoute, agora conhecido como Grupo Kering. A década de 2010 testemunhou uma revolução estilística na grife, que adotou uma estética “geek-chique”, conquistando uma nova geração de admiradores.

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O caminho da Gucci não foi sem obstáculos. Na década de 1990, enfrentou uma crise financeira que ameaçou sua existência. Foi nesse momento que Tom Ford assumiu as rédeas, infundindo uma nova vida na marca com uma abordagem mais jovem e moderna. Contudo, após uma temporada de sucesso, Ford partiu em 2005 para estabelecer sua própria marca, devido a diferenças internas.

Avançando para 2019, a Gucci já havia estabelecido 487 lojas ao redor do mundo, empregando mais de 17 mil pessoas e gerando uma receita impressionante de €9,628 bilhões. Desde dezembro de 2014, Marco Bizzarri tem liderado a empresa como CEO, com Alessandro Michele assumindo o papel de diretor criativo em janeiro de 2015.

Em uma demonstração de sua contínua inovação e crescimento, 2023 viu a inauguração do pioneiro Gucci Salon na Melrose Avenue, em Los Angeles, marcando um novo capítulo na rica história da marca.

O trágico destino de um herdeiro

No fatídico dia 27 de março de 1995, a saga da família Gucci teve um capítulo sombrio: Maurizio Gucci, o herdeiro que já não estava mais ativamente envolvido nos negócios da família, foi brutalmente assassinado, um crime orquestrado por sua ex-esposa, Patrízia Reggiani.

Valor de mercado e desempenho financeiro

Segundo a lista de 2019 da Forbes que enumera as “Marcas Mais Valiosas do Mundo” (World’s Most Valuable Brands), a Gucci ocupava um prestigiado 31º lugar, ostentando um valor de US$ 22,6 bilhões e uma receita anual de US$ 10,8 bilhões, superada apenas pela sua concorrente direta no segmento de luxo, a Louis Vuitton, que ocupava a 9ª posição.

Genesis da Gucci: de porteiro a pioneiro

A grife Gucci nasceu do sonho audacioso de seu fundador, Guccio Gucci, um homem de origens modestas que trabalhava como porteiro em um hotel renomado em Londres. Fascinado pelos artigos de luxo que via nas mãos dos hóspedes, Guccio alimentou a ambição de criar sua própria linha de bolsas e malas.

Movido por uma paixão por símbolos e heráldica, Guccio usou suas economias para fundar a primeira loja Gucci em 1921. Inicialmente, ele focou em produtos feitos por artesãos locais, utilizando couro de alta qualidade, especializando-se na produção de malas e valises.

Ascensão inevitável: adoção pela elite florentina

A marca Gucci logo cativou a elite de Florença, crescendo exponencialmente graças ao boca a boca entre os círculos italianos sofisticados. Essa ascensão permitiu que a loja se transformasse também em uma oficina, expandindo seu leque de produtos para incluir luvas, bolsas, cintos e sapatos. Em 1938, a expansão da Gucci culminou na inauguração de uma grande loja em Roma, com a família assumindo papéis ativos no florescente negócio.

Nascimento de Ícones: era dourada dos acessórios Gucci

Após anos de dedicação à arte do couro, a Gucci lançou em 1947 um dos seus produtos mais icônicos: a bolsa Gucci, caracterizada por uma alça de bambu e apresentando o agora famoso logotipo GG entrelaçado. Este logo tornou-se um emblema da marca, adornando uma série de acessórios e criações da Gucci até os dias atuais.

Após um período de controvérsias familiares e desafios financeiros, a Gucci viu sua reputação manchada, levando a uma tomada de controle por investidores externos que excluíram todos os membros da família da gestão da empresa.

No final dos anos 90, a marca recebeu uma injeção de energia e inovação com a chegada do novo diretor criativo, Tom Ford. Ele revitalizou a Gucci, reintroduzindo clássicos e dando um toque moderno à grife. Após sua influente passagem pela marca, Ford partiu para estabelecer seu próprio império de moda, que continua sendo um sucesso retumbante.

Desempenho e perspectivas futuras: a visão da Kering

Em 2022, o grupo Kering, dono da Gucci e da Yves Saint Laurent, relatou um aumento de 14% no lucro líquido, atingindo € 3,6 bilhões, e vendas que superaram os € 20 bilhões, apesar de um quarto trimestre desafiador.

François-Henry Pinault, o CEO do grupo, enfatizou o recorde de vendas em 2022, mas também apontou que nem todas as marcas atingiram as metas ambiciosas do grupo. Em uma teleconferência, o diretor financeiro da Kering, Jean-Marc Duplaix, expressou confiança nas estratégias para 2023, apesar dos desafios enfrentados em 2022, onde a Gucci registrou um volume de negócios de € 10,48 bilhões, representando um crescimento de 8%.

Gucci é sinônimo de luxo e inovação na moda global.

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