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Selic deve baixar 0,5% ainda hoje e atingir 12,75%

Banco Central realiza cortes na Selic
Foto: Antônio Cruz/Banco Central

Após mais de um mês de estabilidade, o Banco Central (BC) deve anunciar hoje, quarta-feira (20), um novo corte na taxa básica de juros, a Selic, de 0,5 ponto percentual. A expectativa virtualmente unânime é de economistas e analistas. Isso levaria a Selic dos atuais 13,25% para 12,75%.

A decisão segue o corte de 0,5 ponto realizado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) no início de agosto, após um ano de estagnação nos 13,75%. O Copom já havia sinalizado que os próximos cortes seriam da mesma magnitude.

“Quando o Banco Central já deixa dito que vai fazer um determinado corte, da mesma magnitude, tem que acontecer algo muito extraordinário para que ele não faça”, explica Rachel de Sá, chefe de economia da corretora Rico.

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Uma pesquisa do BTG Pactual realizada na semana passada mostrou que 93% dos participantes do mercado financeiro esperam o corte de 0,5 ponto nesta quarta-feira, e 90% acreditam que a redução será igual na reunião seguinte, em novembro.

O J.P. Morgan aponta que, até o momento, não há razões para modificar a indicação dada pelo BC. No entanto, se houver mudanças significativas no cenário econômico, o banco acredita que o BC poderia acelerar o ritmo de redução dos juros para 0,75 ponto.

“A desinflação mostrou progressos significativos até agosto, mas esse progresso é balanceado pelo aumento recente no preço de commodities como o petróleo, o que poderia pressionar a inflação para cima”, observa o banco J.P. Morgan.

“Outro corte de 0,5 ponto — unânime, desta vez — é de longe o cenário mais provável”, afirma a XP em seu relatório.

Na última reunião do Copom, a decisão pelo corte de 0,5 ponto foi dividida com a opção mais cautelosa de 0,25. Segundo a XP, o fluxo de notícias desde então tem sido equilibrado para as perspectivas de inflação.

A expectativa é que a Selic continue seu caminho de redução, levando a taxa a 11,75% até o fim do ano, considerando três cortes de 0,5 nas próximas três reuniões do Copom

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