Minas negocia federalização de estatais para pagamento de dívida

O governador de Minas, Romeu Zema. (Foto: Divulgação)

O governo de Minas Gerais apresentou uma solução para sua dívida bilionária com a União. O governador Romeu Zema (Novo), após encontros com representantes do governo federal, revelou que o estado considera a federalização de suas empresas estatais como meio de pagamento.

Minas Gerais enfrenta uma dívida estimada em R$ 160 bilhões com a União. Em busca de uma solução sustentável, o governador Romeu Zema discutiu a possibilidade de federalizar empresas estatais mineiras. A ideia ganhou força após encontros produtivos com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e os ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e da Fazenda, Fernando Haddad.

Reuniões Decisivas: Otimismo e Estratégia

Zema expressou otimismo após reuniões no Senado e no Ministério da Fazenda. O foco desses encontros foi discutir a adesão de Minas Gerais ao Regime de Recuperação Fiscal, um programa que permite a renegociação da dívida. Essa abordagem, segundo Zema, oferece uma perspectiva definitiva para a resolução da dívida.

Escolha de Ativos e Regras do Tesouro Nacional

Gustavo Barbosa, secretário de Fazenda de Minas Gerais, esclareceu que a seleção das empresas a serem federalizadas dependerá de negociações técnicas com o Tesouro Nacional. A proposta, de autoria de Pacheco, sugere ceder à União participações acionárias em empresas como a Cemig, Copasa e Codemig, com a possibilidade de recompra em 20 anos.

Dívida Bilionária e Recuperação Fiscal

A dívida de Minas Gerais com a União, estimada em R$ 160 bilhões, levou à autorização do Tesouro Nacional para a adesão do estado ao Regime de Recuperação Fiscal em julho do ano passado. Esse regime implica o parcelamento da dívida e a implementação de medidas para o equilíbrio fiscal, incluindo a privatização de estatais.

Esta proposta representa uma alternativa ao Regime de Recuperação Fiscal tradicional, buscando utilizar ativos estaduais para quitar a dívida. Zema e Pacheco enxergam essa estratégia como equilibrada e sustentável, visando uma solução definitiva e não apenas um adiamento do problema.

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