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Brasil: transição energética pode afetar petróleo e gás

Brasil: transição energética pode afetar petróleo e gás
(Foto: André Valentim/Agência Petrobras)

O Brasil pode enfrentar incertezas na produção de petróleo e gás natural em 2024. Segundo a consultoria S&P Global, a mudança na estratégia de política energética para um modelo liderado pelo estado, sob a gestão do presidente Lula, levanta incertezas sobre o crescimento futuro.

No primeiro trimestre de 2023, a produção de petróleo no Brasil atingiu média de 4,285 milhões de barris/dia de óleo equivalente. Isso representou um aumento de 2,2% em relação ao ano anterior. Ainda assim, espera-se um crescimento moderado em 2024, de acordo com o plano de investimento de $102 bilhões da Petrobras para 2024-2028.

Petrobras, a principal produtora de petróleo do Brasil, prevê uma produção estável de 2,8 milhões de barris/dia em 2024, semelhante ao ano de 2023. Contudo, mudanças recentes na administração e na política de preços domésticos de combustíveis geraram preocupações sobre possíveis escassezes de suprimento.

Além disso, a S&P aponta que o governo Lula foca a Petrobras na transição energética, com investimentos em projetos de baixo carbono e energias renováveis. Por outro lado, “o Brasil ainda precisa definir regimes regulatórios para energia eólica offshore e iniciativas de hidrogênio verde”, diz a consultoria.

As mudanças políticas e regulatórias podem afetar a competitividade do Brasil no setor energético tradicional. “A reforma tributária pode prejudicar a capacidade do Brasil de competir por investimentos em energia tradicional, segundo autoridades do setor. O projeto incluiu um imposto seletivo de até 1% sobre a produção de petróleo, que poderia ser estendido a outros bens e serviços que prejudiquem a ‘saúde e o meio ambiente'”, diz a S&P. Estes fatores, juntamente com o desempenho decepcionante em leilões recentes, evidenciam os desafios enfrentados pelo setor de petróleo e gás no Brasil.

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