IBGE: Emprego formal bate recorde

IBGE: Emprego formal bate recorde
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A taxa de desocupação no Brasil recuou para 7,4% no trimestre encerrado em dezembro de 2023, mostrando uma queda de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. Este resultado surpreendeu as expectativas do consenso LSEG, que projetava uma taxa de 7,6%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo IBGE.

Recuo da desocupação em 2023

Em 2023, a taxa média anual de desocupação foi de 7,8%, apresentando uma diminuição significativa de 1,8 ponto percentual em comparação com 2022, quando estava em 9,6%. Este é o menor índice anual desde 2014, indicando uma recuperação consistente do mercado de trabalho após os desafios impostos pela pandemia da COVID-19.

O número de pessoas desocupadas diminuiu 17,6% de 2022 para 2023, totalizando 8,5 milhões de indivíduos. Por outro lado, a população ocupada alcançou um novo recorde, com 100,7 milhões de pessoas, um aumento de 3,8% em relação ao ano anterior.

Emprego formal em alta

O emprego com carteira assinada teve um destaque positivo, com um crescimento de 5,8% em 2023, alcançando 37,7 milhões de pessoas. Esse foi o maior número registrado na série histórica. O emprego sem carteira no setor privado também teve um aumento, chegando a 13,4 milhões de pessoas.

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores viu uma elevação de 7,2%, situando-se em R$ 2.979. Além disso, a massa de rendimento real habitual bateu um recorde em 2023, chegando a R$ 295,6 bilhões. Este número representa um aumento de 11,7% em relação a 2022.

Perspectivas para o mercado de trabalho

A queda na taxa de desocupação no último trimestre de 2023 reflete uma expansão significativa na população ocupada, segundo Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE. Esse aumento da população ocupada contribuiu para o recorde de empregados com carteira assinada, reforçando a tendência de recuperação do mercado de trabalho brasileiro.

Os dados atualizados da PNAD Contínua, que agora incluem uma revisão da série histórica com base em novas metodologias de coleta de dados, reafirmam a tendência de melhoria no mercado de trabalho nacional, marcando um avanço significativo em relação aos anos anteriores.

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