Crise abala império de milhões da influenciadora Chiara Ferragni

influenciadora Chiara Ferragni
(Foto: Reprodução/Instagram).

Chiara Ferragni, italiana reconhecida globalmente como uma das principais influenciadoras, encontra-se em meio a uma crise de mídia desde dezembro. A origem do problema foi uma multa aplicada no valor de 1 milhão de euros devido a “práticas comerciais incorretas” durante uma controversa campanha beneficente em parceria com uma fabricante de doces natalinos. Essa iniciativa publicitária propunha a captação de recursos para um hospital pediátrico, o que, na realidade, não procedia.

A repercussão do caso tomou tais proporções que até a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, se pronunciou.

“Os influenciadores não são aqueles que ganham muito dinheiro vestindo roupas e bolsas ou promovendo panetones caros fazendo as pessoas acreditarem que a caridade será feita, mas cujo preço servirá apenas para pagar cachês milionários”, declarou a chefe de governo.

Essa e outras reprovações recebidas pela influenciadora Chiara Ferragni a levou a pedir desculpas publicamente e prometer doações de milhões de euros a um centro médico de Turim. No entanto, essa medida não foi suficiente para estancar a hemorragia da imagem da influenciadora.

Na esteira dessas polêmicas, diversas marcas, incluindo a Safilo e a Coca-Cola, cortaram laços com a influenciadora. Esta última declarou ao jornal La Repubblica: “Trabalhamos com Chiara na Itália em 2023, houve até algumas filmagens em dezembro. No momento não pretendemos utilizar este conteúdo”.

Além disso, o Ministério Público italiano está investigando Ferragni por possível fraude agravada. A investigação relaciona-se não apenas à campanha de Natal, mas também a outras iniciativas supostamente beneficentes.

Como resultado da controvérsia, surgiu a lei Ferragni, para normatizar as atividades dos influenciadores nas redes sociais italianas, com foco especial naqueles que possuem mais de um milhão de seguidores. O objetivo é prevenir fraudes e assegurar a proteção de menores.

Após vir à tona o escândalo, Ferragni expressou aos seus seguidores — que ainda somam 29,3 milhões — o quanto eles lhe faziam falta. Embora tenha visto uma redução de pouco mais de 200 mil seguidores, essa diminuição é expressiva para alguém cuja presença online sempre foi marcada por crescimento contínuo.

Consequências financeiras e gestão de crise

Além disso, o império de Ferragni, avaliado em aproximadamente 100 milhões de euros (aproximadamente R$ 533 milhões), sofreu consequências. A influenciadora observou uma diminuição na atividade de suas plataformas de redes sociais, que são uma das suas principais fontes de renda. Simultaneamente, houve uma queda no número de seus seguidores, mesmo que ela tenha se esforçado para reconstruir sua imagem online de forma mais cuidadosa.

Para lidar com essa situação, Ferragni contratou a Community Reputation Advisers, uma empresa líder em gestão de crises para restaurar sua reputação. Essa agência tem como histórico a gestão de situações delicadas. Como o colapso financeiro da Parmalat, empresa do ramo alimentício que passou por uma falência fraudulenta em 2003. Além de prestar serviços a renomadas organizações como a Standard & Poor’s, o time Juventus de Turim e a Atlantia, esta última envolvida na tragédia da queda da ponte Morandi em Gênova, em 2018.

A abordagem de festão de crise de Ferragni é multifacetada. Inicialmente, optou por um silêncio total, algo raro. Logo após, usou a mensagem “estava com saudades” visando reconectar-se com os seguidores. Seguiram-se fotos com seus filhos, mãe e irmãs, conhecidos do público pelo reality show “Los Ferragnez” no Prime Video.

Porém, nota-se uma lacuna: a ausência de Fedez, seu marido, nas postagens recentes. Ele está em Miami, e rumores de separação surgiram na mídia italiana. Especula-se que Ferragni visitou o escritório de um advogado de divórcios, mas seus próximos negam.

Alguns acreditam que esse afastamento pode ser uma estratégia para proteger o império, delineando as carreiras e vidas públicas do casal de forma independente.

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