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Gol mantém 20 aviões parados em meio à disputa aérea

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(Foto: Pexels/Tiago L BR.)

O setor aéreo atualmente lida com uma grande escassez de aeronaves, situação evidenciada pela disputa entre Gol e Latam. Este cenário de oferta e demanda desequilibradas tem pressionado os preços das passagens aéreas para cima. Antes da Gol acusar a Latam de tentar adquirir suas aeronaves indevidamente e abrir um processo judicial para investigar a concorrente, a Gol possuía 20 aviões parados, um número que representa quase metade da frota da Avianca Brasil antes de sua falência.

Alessandro Oliveira, especialista do ITA, aponta o paradoxo da Gol de ter aviões inativos em um período de dificuldades de suprimento global. Incidentes como a explosão na fuselagem de uma aeronave da Alaska Airlines agravam este impasse, aumentando a demanda por inspeções e manutenções mais rigorosas.

No Brasil, o mercado de voos domésticos viu um crescimento de 5,3% em assentos ofertados em 2023, enquanto a demanda subiu 7,2%, de acordo com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). A inatividade de parte da frota da Gol, atribuída a negociações contratuais e falta de pilotos, prejudica sua capacidade de manter participação de mercado.

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Frota operacional da Gol

A frota operacional da Gol era composta por 141 Boeing 737 em leasing. No terceiro trimestre de 2023, a média de aeronaves em operação foi de apenas 108. A empresa fez esforços para diminuir a quantidade de aviões parados. Após a pandemia, a Gol tinha cerca de 30 aviões inativos e, em novembro, esse número caiu para 20 aviões. No entanto, a Gol ainda enfrenta dificuldades para alcançar sua capacidade total de operação.

Aviões estacionados geram custos adicionais para as companhias aéreas. Eles também reduzem a quantidade de assentos disponíveis no mercado. Assim, a Gol planejava substituir aeronaves inativas por modelos mais novos, mas atrasos nas entregas exacerbaram a situação.

A disputa entre Gol e Latam se intensifica com a recuperação judicial da primeira nos EUA, onde acusa a Latam de tentar arrendar seus aviões de forma predatória. A Latam, por sua vez, argumenta estar buscando ativamente aumentar sua capacidade operacional diante dos desafios da cadeia de suprimentos.

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