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Queda no consumo familiar em fevereiro, diz CNC

(Foto: Pexels Nataliya Vaitkevich)

O índice Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou recuo em fevereiro, conforme divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O indicador fechou o mês em 105,7 pontos, evidenciando uma diminuição de 0,5% em relação ao mês anterior. Importante destacar, um valor acima de 100 pontos sinaliza uma percepção positiva sobre as condições econômicas, o que indica que, apesar da queda, a visão geral ainda é de satisfação.

Análise Anual do ICF

Comparativamente ao ano anterior, o índice mostra um crescimento de 10,4%, representando o melhor resultado para o mês de fevereiro desde 2015. Este aumento anual sugere uma melhoria na percepção das condições econômicas ao longo do tempo.

Preocupações das Famílias

A CNC identificou que a queda contínua do ICF é reflexo da crescente preocupação das famílias em gerenciar e reduzir dívidas, em detrimento do aumento do consumo. O economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, aponta que, mesmo com taxas de juros mais favoráveis, a procura por crédito tem desacelerado, indicando uma cautela maior das famílias na gestão de suas finanças.

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Redução da Inadimplência e Planejamento Financeiro

O relatório da CNC destaca uma redução na inadimplência, sugerindo que as famílias estão utilizando o crédito de maneira mais estratégica para organizar suas contas, ao invés de acumular novas dívidas. Essa tendência é vista como positiva pela CNC, pois reflete uma maior conscientização financeira entre as famílias brasileiras.

Impacto nas Diferentes Faixas de Renda

A diminuição na intenção de consumo foi mais acentuada entre as famílias com renda inferior a dez salários-mínimos, que registraram um recuo de 0,6%. Já para as famílias com rendimentos superiores a esta faixa, a queda foi mais modesta, de 0,1%. Isso reflete uma divisão na percepção econômica baseada na faixa de renda, onde famílias com menores rendimentos tendem a priorizar o ajuste financeiro.

Inflação e Renda

Um dos aspectos positivos notados em fevereiro foi o aumento na percepção sobre a renda atual, impulsionado por uma inflação controlada que favoreceu o aumento do poder de compra. A CNC também observa que a elevação na população empregada contribuiu para o crescimento da massa salarial, influenciando positivamente o consumo.

Em 2023

Em novembro de 2023, o Brasil havia registrado uma queda no endividamento das famílias, refletindo as melhorias nas condições econômicas e no mercado de trabalho. Foi registrado que 76,6% das famílias brasileiras possuíam dívidas pendentes, uma redução de 0,5% em relação ao mês anterior.

De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), essa diminuição no número de famílias endividadas sinalizava um fortalecimento da economia.

A inadimplência entre as famílias brasileiras observava uma redução elevada, atingindo o menor patamar desde junho de 2022. Cerca de 29% das famílias reconheciam ter atrasos nos pagamentos de suas dívidas.

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