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Paralização do Ibama afeta importação de veículos

Paralização do Ibama afeta importação de veículos
(Foto: Divulgação/Ibama/PE).

Desde o início de janeiro, a paralização dos servidores do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) vem trazendo complicações para o setor automotivo, especialmente para a importação de veículos híbridos e elétricos. Esta greve afeta diretamente as empresas que dependem da documentação expedida pelo órgão para a entrada desses veículos no Brasil, com um destaque preocupante para os modelos provenientes da China.

Cresce a fila de espera

Atualmente, estima-se que cerca de 18 mil carros estejam retidos em diversos locais ao redor do mundo, aguardando a liberação necessária para seguir viagem ao Brasil. A autorização do Ibama, essencial para a exportação desses veículos, atesta a conformidade dos mesmos com as normativas ambientais brasileiras. Sem essa licença, os importadores enfrentam o risco de multas e outras sanções ao tentar trazer os carros para o país.

Efeitos na logística e importação

Cleberson Zavaski, presidente da Ascema (Associação Nacional de Servidores Ambientais), destaca a importância do cumprimento das normas ambientais e as consequências da atual situação para a logística de importação. “Todos os carros lançados precisam ter licença, há um selo do Ibama”, afirma Zavaski.

A emissão de licenças, que anteriormente levava cerca de cinco dias, agora pode se estender por até 30 dias, agravando os atrasos na chegada dos veículos.

De acordo com Guilherme Rosenthal, cofundador da fintech Vixtra, o tempo de espera pela liberação do Ibama duplicou, impactando ainda mais o fluxo de importações.

Reivindicações

Os servidores do Ibama buscam melhor valorização da carreira através da paralização, após períodos de desafios sob diferentes gestões governamentais. As demandas incluem revisões no plano de carreira, ajustes salariais e aprimoramento das condições de trabalho.

Em comunicado, a Anfavea revelou que está monitorando a situação junto às suas empresas associadas, porém optou por não emitir um posicionamento oficial no momento. Uma postura semelhante foi adotada pela Abraciclo, entidade que representa os produtores de motocicletas e bicicletas sediados no Polo Industrial de Manaus, ao expressar a mesma linha de conduta frente ao assunto.

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