No início de fevereiro, a Petrobras divulgou seu plano de construir uma planta-piloto para a produção de hidrogênio verde. Esta iniciativa, realizada em parceria com o Instituto Senai de Energias Renováveis no Rio Grande do Norte, destaca o compromisso da empresa com a sustentabilidade e a inovação no setor energético. Com um aporte de R$ 90 milhões, o projeto visa explorar a produção e utilização de hidrogênio obtido através da eletrólise da água, utilizando energia solar como fonte.
Detalhes da implementação
Para viabilizar a produção de hidrogênio verde, a Petrobras utilizará as instalações da sua usina fotovoltaica em Alto Rodrigues, RN. A usina, que foi originalmente construída para pesquisa e desenvolvimento, passará por uma expansão de 1,0 MWp para 2,5 MWp, adequando-se à demanda elétrica necessária para a unidade piloto de eletrólise. Este processo não apenas impulsionará a produção de hidrogênio verde mas também contribuirá para a avaliação do desempenho de microturbinas com a combustão de misturas de hidrogênio e gás natural.
Objetivos e expectativas
Com duração prevista de três anos, o projeto busca não só avaliar a eficiência da produção de hidrogênio utilizando energia renovável mas também explorar seu uso em diversas aplicações, reforçando o papel da Petrobras como consumidora significativa de hidrogênio em suas operações. Ao investir em fontes renováveis de energia para a produção de hidrogênio, a Petrobras alinha-se às tendências globais de sustentabilidade e transição energética.
Expansão para novos projetos
Além da planta-piloto de hidrogênio verde, a Petrobras anunciou uma parceria com o BNDES para a criação de um fundo de Corporate Venture Capital (CVC). Este fundo, com uma previsão de investimento de US$ 100 milhões nos próximos cinco anos, focará em apoiar empresas de base tecnológica nas áreas de energias renováveis e soluções de baixo carbono. Tal iniciativa sublinha o esforço da Petrobras em incentivar a inovação e acelerar sua posição na transição para uma economia de baixo carbono.