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O país muçulmano que quer ficar entre as 5 maiores economias

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(Foto: Tawatchai07/Freepik)

A Indonésia, o maior país muçulmano do mundo, está em uma jornada para se tornar uma das cinco maiores economias globais. Sob a liderança do presidente Joko Widodo, o país tem visto uma ascensão no ranking econômico global, passando da décima para a sétima posição desde 2014, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). A meta é ultrapassar a Rússia até 2027, solidificando sua posição como uma potência econômica.

A mudança da capital para Nusantara, na ilha de Bornéu, simboliza esse crescimento, atraindo migrantes em busca de novas oportunidades. No entanto, essa expansão vem com seu quinhão de controvérsias, especialmente em relação aos impactos sociais e ambientais. Comunidades indígenas, como a de Syamsiah e Pandi, enfrentam o risco de deslocamento, refletindo as tensões entre o desenvolvimento econômico e os direitos tradicionais à terra.

Maiores reservas de níquel do mundo

O níquel, vital para a indústria de baterias de veículos elétricos, exemplifica a aposta da Indonésia em recursos naturais. A proibição de exportação de níquel bruto em 2019, embora tenha impulsionado o setor, também suscitou críticas internacionais e preocupações sobre dependência do investimento estrangeiro, especialmente da China.

A decisão de Widodo de mudar a capital durante a pandemia de coronavírus levantou questionamentos sobre prioridades, ao mesmo tempo que a dificuldade em atrair investimentos substanciais para Nusantara permanece um obstáculo. A legislação pró-investidor introduzida para fomentar o desenvolvimento econômico também enfrenta críticas por potencialmente comprometer os direitos dos trabalhadores.

Transição de liderança e preocupações

À medida que a o país muçulmano que quer ficar entre as maiores economias do mundo se prepara para uma transição de liderança, com Prabowo Subianto indicando continuidade nas políticas econômicas de Widodo, questões sobre sustentabilidade financeira e social persistem. A promessa de políticas populistas por Subianto, embora atraente, levanta preocupações sobre o impacto fiscal a longo prazo.

Este cenário coloca a Indonésia em uma encruzilhada: perseguir o crescimento econômico mantendo o compromisso com a sustentabilidade ambiental e a justiça social. O desafio é equilibrar ambições econômicas com responsabilidade, garantindo que o progresso não venha às custas do bem-estar das comunidades e do meio ambiente. O futuro da Indonésia no palco global dependerá de como essas questões serão abordadas pelos líderes atuais e futuros.

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