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Gripe aviária: OMS desaconselha beber leite fresco após surto nos EUA

Gripe aviária: OMS desaconselha beber leite fresco após surto nos EUA
(Foto: Helena Lopes/Pexels).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre o consumo de leite fresco, especialmente devido ao risco de transmissão do vírus H5N1, responsável pela gripe aviária. A entidade alerta que, embora não esteja claro se o H5N1 pode ser transmitido por meio do leite, o consumo de leite pasteurizado é recomendado até mais estudos serem conduzidos.

A recomendação ocorre após a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos identificar fragmentos do vírus H5N1 em 20% das amostras de leite testadas no país. O surto da doença nas vacas leiteiras levanta preocupações sobre a segurança do leite consumido.

O geneticista Salmo Raskin, diretor do Centro de Aconselhamento e Laboratório Genetika, em Curitiba, destacou que a presença de material genético do H5N1 nas amostras de leite não significa necessariamente que o vírus esteja vivo ou que represente um risco para a população.

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“Pode ser apenas vestígio de um vírus morto, e neste caso, não há risco para a população”, afirmou Raskin.

No entanto, até que mais estudos sejam realizados, a OMS reforça a necessidade de consumir apenas leite pasteurizado. A pasteurização envolve aquecer o leite a uma temperatura que destrói bactérias e vírus potencialmente perigosos. A FDA também divulgou testes iniciais indicando que o leite comercializado é seguro.

A OMS também ressalta o risco de transmissão do vírus H5N1 dos animais para humanos, destacando que vacas leiteiras infectadas apresentam altas cargas virais em seu leite. A entidade recomenda que indivíduos em contato com esses animais usem equipamentos de proteção individual apropriados e sigam medidas de biossegurança.

A possibilidade de transmissão sustentada do H5N1 entre vacas aumenta a preocupação de que o vírus possa adquirir mutações que o tornem mais transmissível entre humanos. Esse risco foi mencionado pelo geneticista Salmo Raskin, que destacou que a presença do vírus em mamíferos é um sinal de mutações em andamento.

Até o momento, um caso de infecção em humanos foi confirmado nos Estados Unidos, com o paciente se recuperando. Outras 23 pessoas foram testadas para o vírus e 44 estavam sendo monitoradas.

No Brasil, até o momento, foram confirmados 163 casos de gripe aviária, todos em aves, segundo informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Desses casos, 160 foram em animais silvestres e três em aves de subsistência.

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