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Sessão pós Copom: o efeito dominó da Selic no Ibovespa preocupa investidores

Sessão pós Copom derruba o Ibovespa, com impactos no varejo e educação. Alta da Selic pressiona empresas e aumenta desafios econômicos.
Sessão pós Copom termina com forte queda no Ibovespa
Especialistas destacam que as incertezas fiscais somadas ao aperto monetário criam um ambiente desafiador (Imagem: Designed by Freepik)

O cenário do mercado financeiro brasileiro reagiu à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa básica de juros (Selic) para 12,25% ao ano. Durante a sessão pós-Copom, o Ibovespa apresentou uma queda de 1,85%, atingindo 127.196 pontos, com destaques negativos em setores como varejo, consumo e educação.

Sessão pós-Copom afeta principais ações

As quedas mais acentuadas no Ibovespa foram lideradas por empresas de consumo doméstico e cíclicas, como Carrefour (CRFB3), Assaí (ASAI3) e Magazine Luiza (MGLU3), com recuos superiores a 5%. O setor educacional também sofreu impacto, com ações como Yduqs (YDUQ3) e Cogna (COGN3) registrando desvalorizações.

Esses segmentos são mais sensíveis a ciclos de alta de juros, devido ao aumento do custo da dívida e à queda na demanda. Historicamente, períodos de contração monetária resultam em desempenhos negativos no mercado acionário. Dados da XP Investimentos mostram que o retorno médio do Ibovespa em ciclos de alta de juros é de -7,25%, chegando a -10,88%.

Por que os juros altos impactam tanto?

A elevação da Selic reflete uma tentativa do Banco Central de conter a inflação, mas afeta empresas que dependem de financiamento ou operam com margens apertadas. Além disso, o mercado revisa para baixo as expectativas de lucros futuros dessas companhias, o que pressiona ainda mais suas ações.

Outro fator preocupante, por sua vez, é o impacto dos juros elevados no endividamento público. De fato, a Selic indexa boa parte da dívida brasileira e, com a alta da taxa, o governo também vê seus custos aumentarem. Isso compromete, portanto, o equilíbrio fiscal e, consequentemente, eleva os riscos de dominância fiscal, o que agrava ainda mais o ciclo de inflação.

Foto de Vitoria Costa Pinto

Vitoria Costa Pinto

Vitória Costa Pinto, estudante de Comunicação Social na UFBA, iniciou sua carreira em 2019 como redatora. Atuou como social media, gestora de projetos e planejadora de conteúdo, consolidando-se como jornalista em 2024. Apaixonada por política, economia e negócios, acredita no poder transformador da comunicação.

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