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Inflação ao consumidor desacelera nos EUA em janeiro

A inflação ao consumidor dos EUA subiu 0,2% em janeiro, abaixo do esperado. Com desemprego em 4,3% e juros entre 3,50% e 3,75%, o Fed avalia próximos passos da política monetária.
Inflação ao consumidor dos EUA em janeiro mostra desaceleração
Índice de preços ao consumidor desacelera no início de 2026, mas segue acima da meta do Fed. Imagem: Canva

A inflação ao consumidor dos Estados Unidos subiu 0,2% em janeiro, segundo relatório divulgado na sexta-feira (13) pelo Departamento do Trabalho. O dado ficou abaixo da mediana de 0,3% projetada por analistas ouvidos pela Reuters e reacendeu o debate sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed).

Em 12 meses, o índice de preços ao consumidor (CPI) acumulou alta de 2,4%, abaixo dos 2,7% registrados até dezembro e também inferior à expectativa de 2,5%. Ainda assim, o patamar permanece acima da meta de 2% perseguida pelo banco central americano por meio do índice PCE.

Inflação ao consumidor e o núcleo de preços

No recorte mensal, a inflação ao consumidor perdeu intensidade frente a dezembro, quando havia avançado 0,3%. Já o núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, subiu 0,3% em janeiro, após 0,2% no mês anterior.

Na comparação anual, o núcleo ficou em 2,5%, levemente abaixo dos 2,6% anteriores. O comportamento reflete tanto ajustes sazonais recalculados para 2025 quanto a saída de leituras mais elevadas da base de comparação, segundo o Departamento do Trabalho.

Mercado de trabalho e juros nos EUA

O dado de inflação americana ganhou peso adicional porque foi divulgado dias após o relatório de emprego mostrar aceleração na criação de vagas. A taxa de desemprego caiu de 4,4% para 4,3%, sinalizando mercado de trabalho ainda aquecido.

No mês passado, o Fed manteve a taxa básica entre 3,50% e 3,75%. Embora a inflação nos Estados Unidos tenha vindo abaixo do esperado, tanto o índice cheio quanto o núcleo seguem acima da meta oficial, o que mantém o comitê em posição cautelosa, segundo avaliações de mercado.

Repercussão da inflação ao consumidor nos mercados

A inflação ao consumidor também influenciou os ativos globais. No Brasil, o Ibovespa recuava mais de 1% após a divulgação, enquanto o dólar avançava. Nos EUA, os índices futuros reagiram ao número inferior às projeções.

Além disso, o relatório incorporou novos fatores de ajuste sazonal e foi divulgado com leve atraso devido a uma paralisação de três dias do governo federal. Economistas esperavam menor volatilidade neste início de ano, após ruídos estatísticos em 2025.

No cenário atual, a trajetória da inflação ao consumidor será determinante para calibrar as expectativas sobre cortes de juros. Com mercado de trabalho firme e preços ainda acima do objetivo, o Fed enfrenta um equilíbrio delicado entre crescimento e estabilidade de preços.

Foto de Flávia Lifonsino

Flávia Lifonsino

Flávia Lifonsino é jornalista formada pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Integra a equipe do Economic News Brasil, com atuação na produção jornalística e em conteúdos analíticos sobre negócios, investimentos e tecnologia aplicada às empresas, além de experiência em coberturas digitais e projetos editoriais.

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