Donald Trump leva CEO da Nvidia à China para destravar venda de chips de IA

Donald Trump chegou à China acompanhado pelo CEO da Nvidia, Jensen Huang, para pressionar Pequim a abrir o mercado chinês às empresas americanas. A viagem coloca os chips de inteligência artificial no centro da disputa econômica entre EUA e China.
Imagem de Donald Trump para ilustrar uma matéria jornalística sobre a viagem de Donald Trump com bilionário para a China.
Donald Trump pressiona China para liberar chips da Nvidia e IA. (Imagem: divulgação/The White House)

A tentativa de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos (EUA), de destravar a venda de chips da Nvidia para a China colocou a inteligência artificial no centro da relação entre Washington e Pequim nesta quarta-feira (13), durante a chegada do presidente americano à capital chinesa.

A presença de Jensen Huang, CEO da Nvidia, elevou o peso econômico da viagem porque a China representa um dos maiores mercados globais para infraestrutura de IA, setor que movimenta bilhões de dólares e se tornou prioridade estratégica para EUA e China.

O encontro com Xi Jinping ocorre em meio à pressão de gigantes americanas para reduzir restrições comerciais que passaram a atingir diretamente receita, exportações e competitividade tecnológica.

Nvidia virou o símbolo da guerra dos chips entre EUA e China

A inclusão de Jensen Huang na viagem transformou a visita diplomática em uma negociação sobre semicondutores e inteligência artificial, tema que passou a dominar a disputa econômica entre as duas maiores potências do mundo.

A Nvidia enfrenta dificuldades para obter autorização regulatória para vender seus chips H200 na China, equipamento considerado essencial para empresas que desenvolvem inteligência artificial generativa.

Os semicondutores avançados passaram a ser tratados por Washington como tecnologia estratégica ligada a:

  • defesa
  • computação de alto desempenho
  • IA militar
  • infraestrutura digital
  • segurança nacional

A pressão americana sobre exportações acelerou o confronto tecnológico com Pequim e atingiu diretamente empresas dos EUA que dependem do mercado chinês para manter crescimento global.

China continua vital para receita das big techs americanas

Apesar do endurecimento político entre os dois países, a viagem mostrou que gigantes americanas ainda dependem da China tanto para produção quanto para expansão de receita.

Além da Nvidia, Donald Trump levou para a China:

  • Elon Musk, da Tesla
  • Tim Cook, da Apple
  • Kelly Ortberg, da Boeing

A composição da delegação evidencia um esforço para proteger interesses corporativos em setores pressionados pela guerra comercial iniciada após o retorno de Donald Trump à Casa Branca em 2025.

O presidente americano afirmou que pedirá a Xi Jinping que “abra” o mercado chinês para empresas americanas. A declaração expõe uma contradição política porque Washington ampliou tarifas e restrições tecnológicas enquanto tenta preservar espaço comercial para suas multinacionais.

A China continua estratégica para empresas americanas por concentrar:

  • cadeia industrial
  • consumidores de tecnologia
  • demanda por chips
  • produção eletrônica
  • investimentos em IA

O risco para Washington aumentou porque as restrições americanas incentivaram Pequim a acelerar o desenvolvimento de semicondutores locais para reduzir dependência tecnológica dos EUA.

Guerra comercial mudou de tarifa para inteligência artificial

A reunião entre Donald Trump e Xi Jinping reforça uma mudança estrutural no conflito entre os dois países. O centro da disputa deixou de ser apenas tarifas e passou a envolver domínio tecnológico e inteligência artificial.

Os chips avançados se tornaram ativos estratégicos porque sustentam desde plataformas de IA generativa até sistemas militares e infraestrutura digital crítica.

A batalha tecnológica entre Estados Unidos e China envolve:

  • semicondutores
  • exportações de IA
  • terras raras
  • propriedade intelectual
  • computação avançada
  • Taiwan

O pacote militar americano de US$ 14 bilhões destinado a Taiwan ampliou a tensão diplomática nos dias que antecederam a visita do presidente dos EUA a Pequim.

O governo chinês voltou a criticar fortemente as vendas de armas americanas para a ilha, considerada por Pequim parte inseparável do território chinês.

Donald Trump tenta preservar trégua econômica com a China

Enquanto Donald Trump participa das reuniões com Xi Jinping, negociadores dos dois países tentam evitar nova escalada da guerra comercial.

O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, encerrou negociações na Coreia do Sul com autoridades chinesas para preservar a trégua firmada no ano passado entre Washington e Pequim.

As conversas acontecem após anos de confronto econômico que afetaram:

  • cadeias globais de suprimentos
  • mercado de tecnologia
  • preços industriais
  • investimentos internacionais
  • exportações estratégicas

Além do comércio, Donald Trump também pretende discutir o conflito com o Irã e pressionar a China a usar sua influência econômica sobre Teerã nas negociações envolvendo petróleo e segurança regional.

Mesmo com o discurso de aproximação, a visita ocorre sob um ambiente de competição crescente entre as duas potências, especialmente na corrida pela inteligência artificial.

No centro dessa disputa está a Nvidia, empresa que passou a simbolizar o maior impasse entre Estados Unidos e China: quem controlará os chips responsáveis pela próxima geração da economia global.

Foto de Marconi Bernardino

Marconi Bernardino

Marconi Bernardino é jornalista formado pela Unifavip Wyden, em Caruaru (PE). Integra a equipe do Economic News Brasil, com atuação na produção de conteúdos analíticos sobre negócios, mercado financeiro e fortunas, além de experiência em jornalismo para televisão e rádio.

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