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Japão: De superpotência ao colapso e a estagnação

Da década de 1960 à década de 1980, o crescimento econômico real foi chamado de um “milagre”: uma média de 10% na década de 1960, 5% na década de 1970 e 4% na década de 1980. No final dos anos 1980, o Japão transformou-se de uma economia de baixos salários para uma de altos salários.

O crescimento desacelerou no final da década de 1990, também chamada de década perdida, após o colapso da bolha financeira e imobiliária do Japão. Como uma consequência, o Japão incorreu em massivos déficits orçamentários (adicionado trilhões de ienes ao sistema financeiro japonês) para financiar programas de grandes obras públicas.

Em 1998, os projetos de obras públicas do Japão ainda conseguiam estimular suficientemente a demanda para terminar com a estagnação econômica. Em desespero, o governo japonês comprometeu-se a formular políticas de “reforma estrutural” com vistas a combater os excessos especulativos dos mercados de ações e imobiliário. Essas políticas levaram o Japão à deflação em inúmeras ocasiões entre 1999 e 2004. Em seu artigo de 1998, Armadilha do Japão, o professor de economia de Princeton Paul Krugman defendeu que, baseado em um grande número de modelos, o Japão tinha uma nova opção. O plano de Krugman pedia por um aumento das expectativas da inflação para, de fato, cortar as taxas de juros de longo prazo e promover o consumo.

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O Japão usou outra técnica, um pouco baseada na de Krugman, chamada de quantitative easing. Ao contrário de inundar a oferta monetária com mais impressão de moeda, o Banco do Japão expandiu a oferta monetária internamente para aumentar as expectativas de inflação. Inicialmente, a política falhou em induzir qualquer crescimento, mas ela posteriormente começou a afetar as expectativas inflacionárias. No final de 2005, a economia finalmente começou o que parecia ser uma recuperação sustentável. O crescimento do PIB para aquele ano era de 2,8% com uma expansão no quarto trimestre de 5,5%, ultrapassando as taxas de crescimento dos Estados Unidos e União Europeia durante o mesmo período. Ao contrários de tendências anteriores de recuperação, o consumo doméstico foi um fator dominante de crescimento.

Apesar de possuir taxas de juros próximas de zero por um longo período de tempo, a estratégia de flexibilização quantitativa não teve sucesso para parar a deflação de preços, sendo que o inventor ada estratégia assumiu o fracasso dela. Isto levou alguns economistas, como Paul Krugman, e alguns políticos japoneses a defendera geração de expectativas mais altas de inflação. Em julho de 2006, a política de taxa de juros zero foi encerrada. Em 2008, o Banco Central Japonês ainda tinha a menor taxa de juros entre os países desenvolvidos e a deflação ainda não tinha sido eliminada e o Nikkei 225 caiu aproximadamente 50% (entre junho de 2007 e dezembro de 2008). No entanto, em 5 de abril de 2013, o Banco do Japão anunciou que estariam comprando 60-70 trilhões de ienes em títulos e ações em uma tentativa de eliminar a deflação ao dobrar a oferta de moeda no Japão nos dois anos seguintes. Os mercados ao redor do mundo responderam positivamente às atuais políticas proativas do governo, com o Nikkei 225 subindo mais de 42% desde novembro de 2012. O jornal The Economist sugeriu que os melhoramentos na lei de falência, lei de transferência de terras e leis de impostos ajudariam a economia japonesa. Nos últimos anos, o Japão foi o maior mercado exportador para quase 15 países no mundo.

Em 2020, o país foi o 5º maior exportador do mundo (US$ 705,8 milhões em mercadorias, 3,8% do total mundial). Na soma de bens e serviços exportados, chega a US$ 904,8 bilhões e fica em 4º lugar mundial. Já nas importações, em 2019, foi o 4º maior importador do mundo: US$ 720,9 bilhões.

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Fonte: Canal Razão Econômica e Wikipedia

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