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Carne bovina: Produção aumenta em 10,8% no 2º trimestre

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A produção de carne bovina no Brasil teve um aumento notável de 10,8% no segundo trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado, totalizando 2,17 milhões de toneladas em equivalente carcaça, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse aumento representou também um crescimento de 13,6% em relação ao primeiro trimestre. Esse salto foi atribuído à forte demanda da China no segundo trimestre, após o levantamento de um embargo temporário. Esses dados foram revisados para cima em relação às estimativas iniciais divulgadas em agosto.

A produção de carne bovina no Brasil tem seguido uma tendência ascendente, influenciada pelo ciclo em que um maior número de fêmeas está sendo abatido, o que está exercendo pressão sobre os preços.

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No segundo trimestre de 2023, o abate de bovinos alcançou 8,36 milhões de cabeças, refletindo um aumento de 12,6% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 13,4% na comparação com o primeiro trimestre de 2023.

O supervisor da pesquisa do IBGE, Bernardo Viscardi, destacou que houve um aumento expressivo de 23,9% no abate de fêmeas em comparação ao ano anterior, com destaque para as novilhas, que apresentaram um recorde absoluto de 1,16 milhão de cabeças, um aumento de 40,2% em relação ao mesmo trimestre de 2022.

As exportações de carne também atingiram um recorde para o segundo trimestre, impulsionadas pela retomada das exportações para a China, que estavam anteriormente embargadas.

Entretanto, os preços da carne bovina no mercado de referência de São Paulo registraram uma cotação abaixo de 200 reais em agosto pela primeira vez em mais de três anos, conforme dados do centro de estudos Cepea, da Esalq/USP. Como resultado, o preço médio no estado caiu mais de 20% em comparação ao mesmo período do ano passado, atingindo o menor valor em termos reais desde julho de 2018.

Esta pressão sobre os preços é resultado tanto de uma maior oferta quanto de uma demanda mais fraca. Os pecuaristas, preocupados com novas desvalorizações, passaram a ofertar mais lotes de animais no mercado nacional. Por outro lado, muitos agentes de frigoríficos reduziram o ritmo de aquisição de novos lotes, devido aos menores preços oferecidos pelos chineses pela carne brasileira.

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