Produção de grãos no Brasil cai 2,4% em 2023/24

Linhas de agronegócio, empréstimos e financiamentos terão taxas mais baixas.
Foto: Pixabay/Pexels

A safra de grãos 2023/24 do Brasil enfrenta desafios significativos, com uma previsão de produção totalizando 312,3 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 2,4% em comparação à temporada anterior. Este declínio, conforme indicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), deve-se principalmente às condições climáticas adversas, incluindo a baixa incidência de chuvas e as altas temperaturas no Centro-Oeste, além do excesso de precipitações no Sul do país.

As culturas de soja e trigo, pilares da agricultura brasileira, são as mais afetadas. A soja, particularmente, tem enfrentado um atraso no plantio em todas as regiões produtoras. Estados como Paraná e Mato Grosso, tradicionais produtores, têm seus trabalhos de implantação da cultura em níveis próximos aos da última safra. A irregularidade climática sinaliza uma possível redução da produtividade, especialmente nos estados do Centro-Oeste. Mato Grosso, apesar de receber pouco volume pluviométrico, ainda apresentou uma evolução satisfatória nas lavouras. Por outro lado, em estados como Goiás, Minas Gerais, Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e no Rio Grande do Sul, a área semeada está bem abaixo do esperado.

No caso do trigo, as adversidades climáticas, incluindo chuvas volumosas, ventanias, granizo e enchentes, têm dificultado a conclusão da colheita no Rio Grande do Sul. A produção estimada do trigo é de 8,1 milhões de toneladas, refletindo uma queda na produtividade em comparação à última safra. Essas condições climáticas também afetaram negativamente outras culturas de inverno.

Entretanto, há notícias positivas para a produção de arroz, que espera um aumento de 7,5% na safra, podendo alcançar 10,79 milhões de toneladas. Este aumento deve-se à maior área destinada ao cultivo e a uma recuperação na produtividade, embora as condições climáticas adversas ainda impactem o desenvolvimento da cultura, especialmente no Rio Grande do Sul.

O feijão, por sua vez, apresenta cenários variados. Em São Paulo, as condições são geralmente boas, com um bom aspecto fitossanitário, graças à irrigação que ameniza os efeitos das altas temperaturas e baixas precipitações. Em Minas Gerais, no entanto, o calor e a irregularidade das chuvas trazem desafios significativos nas operações de implantação e manejo das lavouras. Apesar desses desafios, espera-se uma produção total de 3,1 milhões de toneladas para o feijão, somando as três safras da leguminosa.

O milho também enfrenta dificuldades devido aos extremos climáticos, com um atraso no plantio observado neste primeiro ciclo de cultivo. A produção projetada para este ciclo é de 25,3 milhões de toneladas, uma queda de 7,5% em relação à safra anterior. A colheita total de milho está estimada em 118,53 milhões de toneladas.

Perspectivas

Diante desse cenário, os técnicos da Conab continuam monitorando o desenvolvimento das lavouras para avaliar os impactos das condições climáticas no desempenho final das culturas. A produção de soja, em particular, está estimada em 160,2 milhões de toneladas, e o clima continua sendo um fator crítico que pode influenciar o resultado final, especialmente durante os estágios de floração e enchimento dos grãos.

Este panorama desafiador da safra 2023/24 no Brasil reforça a importância de estratégias adaptativas e sustentáveis na agricultura, diante da crescente variabilidade climática.

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