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Crise na China: entenda o que está acontecendo

Bandeira do Brasil
(Imagem: Pixabay)

A situação do setor imobiliário chinês, já marcado por desafios, enfrenta uma nova crise. Esta semana, com o anúncio de atrasos nos pagamentos da Country Garden, empresa de desenvolvimento imobiliário, e o rebaixamento de crédito da Vanke, um dos poucos promotores imobiliários estatais que ainda tinha uma notação de crédito favorável, aumentaram as preocupações com a saúde do mercado. Esses últimos acontecimentos tem preocupado especialistas sobre a possível escalada da crise na China, que já se mostra preocupante.

A fala do Ministro

O posicionamento do governo chinês é de não oferecer um socorro direto às incorporadoras em apuros, refletindo uma abordagem de resolução baseada nos princípios de mercado e legalidade. Esta decisão enfatiza a expectativa de que o setor encontre caminhos de recuperação dentro das dinâmicas de mercado já existentes.

Em entrevista coletiva, o Ministro da Habitação da China, Ni Hong, disse que “As empresas imobiliárias que estão gravemente insolventes e perderam as suas capacidades operacionais devem ir à falência e ser reestruturadas, de acordo com os princípios do Estado de Direito”.

As causas da Crise na China

A crise imobiliária tem diversas causas, englobando desafios estruturais de longo prazo e efeitos conjunturais, como os da pandemia de COVID-19. O modelo de negócios focado em pré-vendas, anteriormente bem-sucedido, se mostrou vulnerável diante do ambiente econômico atual.

Os impactos dessa crise são abrangentes, afetando desde compradores até a economia mais ampla, evidenciando a importância crítica do setor imobiliário para o tecido econômico do país. A diminuição da confiança tem repercussões diretas no crescimento econômico, potencializando riscos de efeitos mais profundos.

Segundo um relatório da seguradora global Swiss Re:Os efeitos de repercussão na economia resultaram principalmente da queda do investimento e do consumo, que se estima afetar cerca de 24% das cadeias de valor relacionadas com o setor imobiliário que constituem o PIB”.

Apesar dessas preocupações, a percepção é de que o risco de um colapso sistêmico do setor imobiliário é limitado. Estratégias de desalavancagem e a natureza da dívida do setor fornecem uma base para uma resolução gerenciável da crise. Além disso, mesmo com a mensagem de “não ajuda”, o governo tomou medidas que indicam um esforço contínuo para estabilizar o mercado e restaurar a confiança.

Ações do Governo Chinês

Recentemente, o governo chinês demonstrou sua intenção de promover um modelo de desenvolvimento imobiliário mais sustentável, com ênfase em habitação acessível e melhorias na infraestrutura. Essas medidas buscam reanimar a demanda e apoiar a recuperação do setor.

A situação específica da Vanke mostra a complexidade enfrentada pelo mercado imobiliário. A empresa, com laços significativos em áreas economicamente estratégicas, pode receber suporte estatal, sugerindo uma abordagem seletiva para prevenir maiores desestabilizações.

Sok Yin Yong, analista de renda fixa para a Ásia no grupo bancário privado Julius Baer, acredita não ser do interesse do governo deixar a empresa quebrar. Ele destaca que a empresa tem fortes ligações com a rica província costeira de Shenzhen e que há uma previsão oficial que os fundos geridos pelo governo local aumentem 0,1% este ano, impulsionados pelas vendas de terrenos.

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