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Ações ecológicas em festivais de música: possível greenwashing?

Ações ambientais em festivais de música. (Foto: Perry Avgerinos/Unsplash)
Ações ambientais em festivais de música. (Foto: Perry Avgerinos/Unsplash)

À medida que o planeta se aproxima de um ponto crítico de degradação ambiental, termos como “créditos de carbono” e “net zero” tornaram-se parte do vocabulário comum. Festivais de música, reconhecidos por suas significativas pegadas de carbono devido ao transporte, energia e resíduos gerados, estão agora implementando ações ecológicas visando a mitigação ambiental.

Estratégias de sustentabilidade em eventos grandes

O Rock in Rio exemplifica essa tendência com seu plano de contingência ambiental. No relatório de sustentabilidade de 2022, o festival destacou a introdução de geradores de energia renovável e o plantio de 3 milhões de árvores como compensações. Bandas como Coldplay têm se esforçado para educar seus fãs sobre sustentabilidade, promovendo o uso de combustíveis sustentáveis e reciclagem de resíduos.

Ações ecológicas em foco: o que significa descarbonizar?

A descarbonização refere-se a qualquer esforço para reduzir ou compensar a emissão de dióxido de carbono. Isso pode incluir desde mudanças nas embalagens de produtos até ajustes nos métodos de distribuição e consumo. Larissa Basso, pesquisadora da USP, simplifica: “Descarbonizar é, basicamente, emitir menos carbono, seja individual ou coletivamente”.

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Avaliações críticas sobre o progresso

Camila Moreno, pesquisadora da UFRJ, argumenta que muitas ações categorizadas como progressivas são na verdade ilusórias, servindo mais aos interesses das finanças globais do que ao ambiente. Ela critica o uso de créditos de carbono como facilitadores de “greenwashing“, onde ações de pouco impacto são exageradamente promovidas.

Essas críticas apontam que muitos festivais ainda dependem de estratégias que são mais superficiais do que substanciais, como o plantio de árvores sem um plano de longo prazo para a manutenção ou a aquisição de créditos de carbono que não resultam em melhorias reais na redução dos gases de efeito estufa. “Essa agenda é vendida como ecológica, mas é importante desnaturalizar isso”, afirma Camila Moreno.

Transporte e energia nos eventos

Os especialistas apontam o transporte como um dos maiores contribuintes para as emissões nos festivais. Iniciativas como o uso de transporte público ou veículos elétricos são recomendadas para reduzir esse impacto. Quanto ao uso de energia, a substituição de geradores a diesel por opções de energia renovável é encorajada, apesar de seu custo ainda ser um desafio para muitos organizadores.

Cooperação com reciclagem

Integrar cooperativas de reciclagem e escolher materiais mais sustentáveis para uso nos eventos também é essencial. Larissa Basso destaca que trabalhar com profissionais de reciclagem pode ajudar a escolher os materiais que realmente fazem a diferença no mercado de reciclagem.

Plantio de árvores e mitigação do carbono

O reflorestamento é outra estratégia empregada, com o plantio de árvores para absorver CO₂. No entanto, o impacto real dessas ações pode levar anos para ser efetivo, e há preocupações sobre o exagero dessas medidas como ferramentas de marketing.

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