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Armas e munições integram o “imposto do pecado” na reforma tributária

Reforma tributária 2024 traz isenções para carnes, unifica tributos e amplia o "imposto do pecado". Texto avança no Senado com novas regras.
Senador Eduardo Braga durante sessão para análise da reforma tributária 2024 que inclui armas e munições no "imposto do pecado".
A proposta foi liderada pelo senador Eduardo Braga e faz parte de uma revisão ampla no sistema fiscal brasileiro. (Imagem: Lula Marques/ Agência Brasil)

A reforma tributária 2024 avança no Senado com alterações importantes apresentadas pelo relator Eduardo Braga (MDB-AM). Entre as principais mudanças estão a inclusão de armas e munições no chamado “imposto do pecado”, a isenção tributária para carnes, frangos e peixes e benefícios ampliados para medicamentos e serviços de telecomunicação.

Reforma tributária 2024: alterações no “imposto do pecado”

O “imposto do pecado“, uma tributação adicional sobre produtos considerados prejudiciais, como cigarros e bebidas alcoólicas, agora também abrange armas e munições. Além disso, segundo o senador Eduardo Braga, a medida tem como objetivo alinhar as regras tributárias a práticas internacionais, bem como incentivar o consumo responsável.

Além disso, o relatório de Braga mantém a isenção tributária para alimentos básicos, como carnes, frangos e peixes. O objetivo, segundo o texto, é proteger os consumidores mais vulneráveis do impacto da unificação dos impostos sobre consumo, garantindo alimentos essenciais com preços acessíveis.

Estrutura da reforma tributária 2024 e novas alíquotas

A reforma tributária 2024 prevê a substituição de cinco tributos atuais — PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS — por três impostos unificados: IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o Imposto Seletivo.

Durante o período de transição, que vai até 2033, será avaliada a alíquota geral desses impostos unificados. Atualmente, o Ministério da Fazenda estima que a alíquota padrão será de 27,97%. No entanto, caso o percentual ultrapasse 26,5%, o governo federal terá de propor uma redução ao Congresso, com um prazo máximo de 90 dias após a análise.

Benefícios para nanoempreendedores e motoristas de aplicativos

A figura do “nanoempreendedor” é uma das principais mudanças trazidas pela reforma tributária 2024, beneficiando trabalhadores com receita bruta anual inferior a R$ 40,5 mil, que ficarão isentos do pagamento do IBS e da CBS. Além disso, a proposta traz uma flexibilização no cálculo de arrecadação para motoristas e entregadores de aplicativos, com apenas 25% do valor bruto recebido sendo considerado para fins tributários.

Impactos econômicos e próximos passos

O texto reforça que a reforma tributária 2024 busca simplificar o sistema atual e garantir maior justiça fiscal. Porém, especialistas apontam desafios, como a adequação de estados e municípios às novas regras.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado votará o relatório, e, se o aprovar, enviará o texto para o plenário na próxima quarta-feira (11). A Câmara analisará novamente a proposta caso ocorram alterações antes de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancioná-la.

Foto de Vitoria Costa Pinto

Vitoria Costa Pinto

Vitória Costa Pinto, estudante de Comunicação Social na UFBA, iniciou sua carreira em 2019 como redatora. Atuou como social media, gestora de projetos e planejadora de conteúdo, consolidando-se como jornalista em 2024. Apaixonada por política, economia e negócios, acredita no poder transformador da comunicação.

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