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Aliança Democrática vence eleições em Portugal

Bandeira de Portugal
(Imagem: Pixabay)

Aliança Democrática (AD) venceu as eleições legislativas em Portugal por estreita margem, com 99% das urnas apuradas no último domingo (10). A coligação liderada pelo Partido Social Democrata (PSD), de centro-direita, garantiu a vitória. Assim, deixou o Partido Socialista (PS) em segundo lugar. Em um cenário marcado pela ascensão do Chega, de extrema direita, que aumentou consideravelmente o número de cadeiras no Parlamento e terminou em terceiro lugar, o pleito sucedeu à renúncia do então primeiro-ministro, antecipando as eleições previstas para 2026.

Até o momento, 99% das urnas foram apuradas. Então, a distribuição de cadeiras entre os três principais partidos foi a seguinte: Aliança Democrática (AD) com 79 parlamentares, Partido Socialista (PS) com 77 parlamentares e Chega com 48 parlamentares. Ainda que não houvesse uma definição exata do número de cadeiras de cada partido, ficou evidente que nenhum alcançou a maioria absoluta.

Segundo informações do jornal português “Público”, a AD só poderá formar uma maioria via uma aliança com o Chega. Entretanto, o PS enfrenta dificuldades para conceber um governo de coalizão, caso conte apenas com outras siglas de esquerda. O líder da AD, Luis Montenegro, afirmou que o partido agirá de forma responsável, sem confirmar uma possível coalizão com a extrema direita. O líder do PS reconheceu a vitória da AD.

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Os resultados das eleições refletiram uma mudança na composição do Parlamento português. O Chega, com sua plataforma de extrema direita, ganhou destaque, aumentando a representação em comparação com eleições anteriores, alcançando 18,05% dos votos.

A reviravolta em um cenário político caracterizado por uma relativa estabilidade foi marcada pelo processo eleitoral, que ocorreu com cerca de 33% de abstenção. Então, foi abaixo da média das votações mais recentes. Nos últimos anos, dois partidos moderados, PS e AD, lideraram Portugal, mas escândalos de corrupção envolvendo políticos dessas legendas abriram espaço para o crescimento do Chega.

Renúncia 

A renúncia do então primeiro-ministro, António Costa, em meio a acusações de corrupção, antecipou as eleições e desencadeou uma disputa acirrada pelo controle do Legislativo. António Costa, que anteriormente desfrutava de uma maioria absoluta, viu-se envolvido em um caso de confusão de identidade, o que o levou a deixar o cargo.

Com a mudança no cenário político português, os eleitores se voltaram para as urnas em busca de uma nova liderança. A votação, que ocorreu em um domingo, viu os partidos disputarem uma batalha acirrada, com a AD emergindo como vencedora, mas sem garantir uma maioria absoluta.

Diferença entre Brasil e Portugal 

Em Portugal, ao contrário do Brasil, os eleitores votam em partidos, não em candidatos. O partido vencedor pode assumir o controle do Legislativo desde que alcance um número mínimo de assentos no Parlamento. Agora, cabe aos legisladores eleitos a responsabilidade de escolher um novo governo, em um país que busca estabilidade política em meio a um cenário de mudanças e incertezas.

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