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Aluguéis residenciais têm a menor alta de 2026, aponta FGV

Os aluguéis residenciais subiram apenas 0,10% em junho. A queda em São Paulo reduziu o ritmo do índice, enquanto juros elevados continuam limitando os reajustes dos contratos.
Imagem ilustrativa com elementos que remetem ao aluguel residencial
O principal motivo foi o desempenho de São Paulo, maior mercado de locação do país (Foto: Reprodução)

O ritmo de alta dos aluguéis residenciais perdeu força em junho. O mercado registrou reajuste médio de 0,10%, abaixo dos 0,33% observados em maio, segundo o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), divulgado nesta terça-feira (07/07) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

A desaceleração também apareceu na comparação anual. O acumulado em 12 meses passou de 5,42% para 4,46%, indicando que os aumentos dos contratos vêm ocorrendo de forma menos intensa do que nos meses anteriores.

O principal motivo foi o desempenho de São Paulo, maior mercado de locação do país e com maior peso no indicador. Após 12 meses consecutivos de altas, os aluguéis na capital paulista recuaram 0,19% em junho, revertendo a alta de 0,22% registrada em maio.

Juros altos seguem limitando os reajustes

Segundo o economista Matheus Dias, do FGV, os juros elevados continuam reduzindo o espaço para reajustes mais expressivos nos contratos de aluguéis residenciais.

O especialista afirma que a desaceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), inflação oficial do país, e do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), indicador frequentemente usado como referência nos aluguéis, também contribui para conter os aumentos.

Na prática, esse cenário interrompeu a aceleração observada em maio. Embora Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre tenham registrado altas em junho, a queda dos aluguéis em São Paulo acabou reduzindo o resultado agregado do IVAR.

Como ficaram os aluguéis residenciais nas capitais

No acumulado de 12 meses, Belo Horizonte registra a maior alta entre as capitais acompanhadas pelo IVAR:

  • Belo Horizonte: 7,07%
  • Rio de Janeiro: 5,87%
  • São Paulo: 3,95%
  • Porto Alegre: 3,06%

O IVAR acompanha os valores efetivamente negociados em contratos de aluguel administrados por imobiliárias. Diferentemente de indicadores baseados em anúncios de imóveis, ele utiliza dados de contratos assinados entre locadores e inquilinos, oferecendo um retrato mais fiel da evolução dos aluguéis residenciais no país.

O que o resultado indica para o mercado de aluguel

A desaceleração registrada em junho não significa que os aluguéis residenciais começaram a cair no país, mas indica uma perda de força nos reajustes. Com a inflação mais comportada e a taxa básica de juros em patamar elevado, proprietários encontram mais dificuldade para repassar aumentos. Isso, enquanto os inquilinos ganham maior poder de negociação na renovação dos contratos.

Esse movimento observado pela FGV torna o mercado de locação mais dependente das condições de cada cidade. Reduzindo, assim, a influência de reajustes generalizados e ampliando o peso da oferta, da demanda e das características de cada imóvel nas negociações.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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