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Descubra o ambicioso plano para um novo porto seco no Paraná

Projeto visa facilitar escoamento via Nova Ferroeste

Descubra o ambicioso plano para um novo porto seco no Paraná
Plantações de milho no local onde será instalado o porto seco (Foto: Divulgação/Theo Marques).

Toledo, um polo relevante do agronegócio no Paraná, lidera um projeto ambicioso: a criação de um porto seco. A iniciativa, encabeçada pela Associação Comercial e Empresarial de Toledo (Acit), envolve diversas entidades. Além disso, visa estabelecer um ponto estratégico para o escoamento da produção local.

Um porto seco é um terminal intermodal de cargas situado em uma área alfandegada, mas longe dos portos marítimos tradicionais. Ele funciona como uma extensão dos portos principais, oferecendo serviços de armazenagem, despacho aduaneiro e distribuição de mercadorias. Essas instalações estão estrategicamente localizadas em regiões com grande volume de produtos destinados à importação e exportação.

Localização estratégica

Situado próximo à saída para Assis Chateaubriand e a poucos quilômetros da futura Nova Ferroeste, o local escolhido para o novo terminal logístico promete ser um catalisador para o desenvolvimento econômico da região. Portanto, Cristiano Dall’Oglio da Rocha, presidente da Acit, explica que o projeto não apenas fortalecerá o setor de cooperativas e agroindústrias, mas também beneficiará diretamente a indústria local.

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Impacto econômico

A economia de Toledo tem se destacado no cenário estadual, mantendo o Valor Bruto de Produção Agropecuária (VBP) mais alto do Paraná por uma década. Em 2022, o VBP atingiu R$ 4,3 bilhões. As cadeias de suinocultura e avicultura foram responsáveis por 40% e 29,8% desse total, respectivamente. Além disso, a produção de milho e soja, fundamentais na ração animal, também teve impacto.

Visão do presidente da Acit

“A região de Toledo é estratégica para o agronegócio. Com o novo porto seco, pretendemos agregar valor aos nossos produtos e expandir nosso potencial agrícola”, afirma Rocha. Além disso, ele ressalta que oito cooperativas agrícolas da área garantem a viabilidade do projeto, com cada uma prevendo investimentos na ordem de R$ 50 milhões para infraestrutura necessária.

Investimentos e parceiros

O projeto prevê a construção de armazéns e silos, além da integração com a linha férrea da Nova Ferroeste. Entre as cooperativas envolvidas estão nomes como Coamo, Coopavel, C. Vale, Frimesa, Copagril, Cotriguaçu e Primato. Embora o custo exato do investimento ainda não esteja definido, estima-se que a área destinada ao terminal, com 120 alqueires (aproximadamente 290 hectares), custará cerca de R$ 40 milhões.

Conexão ferroviária

A Nova Ferroeste, que ligará o Porto de Paranaguá, no Paraná, a Maracaju, no Mato Grosso do Sul, será leiloada em 2025. Além disso, o projeto inclui a concessão da operação por 99 anos, envolvendo um investimento total estimado em R$ 35,8 bilhões. Esta nova malha ferroviária não só modernizará a atual Ferroeste, entre Cascavel e Guarapuava, como também impulsionará o desenvolvimento econômico de estados como Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, além de alcançar países vizinhos como Paraguai e Argentina. Portanto, o porto seco de Toledo surge como uma peça chave neste cenário, prometendo revolucionar o escoamento de produtos agropecuários na região.

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